Essa semana foi bem ocupada, provavelmente a mais ocupada desde que eu cheguei aqui. A maior responsável foi a aula de “European Competition Law” que começou semana passada. A aula é de quatro horas e cansativa, por se tratar de uma matéria mais relacionada com direito do que com economia. Mas até aí tudo bem. O problema é que além das aulas, existem workshops que contam nota, sendo obrigatórios (também de quatro horas). E nesses workshops, os alunos têm que fazer apresentações. Bom, foi o que tive que fazer essa semana. Tive que apresentar um caso na aula de quinta-feira. Não que fosse dos mais complicados, tendo somente umas 6 páginas, mas era em inglês e em língua de advogado. Além disso, era um caso bem antigo, de 1975 e, por isso, não havia fontes secundárias na internet, isto é, não havia notícias de jornal para me ajudar a entender o que estava acontecendo. Ou seja, tive que basear toda minha apresentação somente no texto que tinha as conclusões da corte européia. Fiquei bastante concentrado nessa tarefa essa semana e no final deu tudo certo. Fui o segundo a apresentar na aula e consegui falar os quinze minutos que eram o tempo estabelecido.
Depois disso, já era sexta-feira e pude relaxar e me preparar para a viagem que começa amanhã. Vou ficar duas semanas fora (acho que a última vez que viajei por tanto tempo foi quando eu fui para o Japão) e vou para vários lugares. Primeiro, vão ser quatro dias em Londres, novamente, tendo que enfrentar novamente o grande trajeto até lá só para pagar barato na passagem. Depois, uma rápida visita à Suécia, ficando em Estocolmo por somente um dia. Finalmente, vou cruzar o mar Báltico (se é que ali ainda é o Báltico) de navio e chegar em Helsinki, na Finlândia, onde vou ficar por uma semana. Provavelmente não vou ficar todos os dias dessa semana a cidade de Helsinki, pois pretendo ir a outros lugares, como Tallin, na Estônia e talvez ir até a Lapônia, no norte da Finlândia.
Bom, depois mando notícias e fotos de onde quer que eu esteja.
sábado, 28 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
Números e fim de semana de música
Para quem não acredita que Londres está realmente barato e que a Suíça é realmente cara, vou mostrar alguns números de fontes mais confiáveis que minha simples observação. A prestigiada revista “The Economist” possui um índice de preços chamado “Big Mac Índex”, no qual compara o preço do Big Mac em diversos países do mundo para comparação de preços. Teoricamente, o que deveria acontecer é que quando numa mesma moeda, o preço de um produto deveria ser igual em qualquer lugar do mundo (a chamada PPC, paridade do poder de compra). Porém, o que acontece não é isso como a tabela abaixo mostra.

O principal dado para o qual chamo a atenção está na última coluna. Ali está sendo mostrado o quanto (em porcentagem) o Big Mac em determinado país é mais caro ou barato do que nos Estados Unidos. Percebe-se que no Brasil e na Inglaterra, o preço é praticamente o mesmo que nos Estados Unidos (apesar de que quando ponderado pelo PIB per capita, é obvio que no Brasil é o mais caro) e que na Suíça o preço é 58 por cento mais caro (o PIB da Suíça é praticamente igual ao dos Estados Unidos). Esse índice até que é uma ferramenta bem útil (que aprendi nas árduas aulas de macroeconomia internacional do Ibmec) para comparar os preços em diferentes países. Nota-se que existem duas principais variáveis que influenciam nesse índice: a taxa de câmbio e o preço do Big Mac.
Outro índice que foi publicado recentemente e que mede os preços em diversas cidades no mundo é o da EIU (Economist Intelligence Unit) também da revista “The Economist”. Esse é um índice mais robusto que mede preços de diversos produtos e serviços nas cidades, porém o meu acesso ao mesmo é limitado já que é necessaro pagar para se obter a base de dados completa. O índice toma como base os preços de Nova York, assumindo o valor 100. O valor do índice para as outras cidades é relativo a esse valor, com as cidades mais caras que Nova York tendo um valor maior, enquanto que as mais baratas com um valor menor. O último índice, relativo à taxa de câmbio de Fevereiro desse ano, mostra uma Londres muito barata. Pela primeira vez desde 2002, Londres está mais barata que Nova York, tendo despencado da oitava cidade mais cara do mundo para a vigésima sétima, devido à desvalorização da libra em relação às outras moedas, como o dólar e o euro (para comparação Nova York está na vigésima terceira posição e São Paulo na posição de número 83). Em compensação, Zurique ganhou uma posição desde o último índice de Setembro do ano passado, ocupando o posto de sexta cidade mais cara do mundo e Helsinki, apesar de ter caído 3 posições, ainda é a sétima cidade mais cara do mundo. Não encontrei informações sobre Berlim, mas se minha intuição estiver certa como quanto a Londres, não duvido que o custo de vida lá seja mais barato do que de São Paulo.
Uma tabela que mostra a variação do último período para o atual em algumas cidades:

Fontes:
Big Mac Index: http://www.economist.com/markets/indicators/displaystory.cfm?story_id=13055650
EIU:
http://www.economist.com/markets/rankings/displaystory.cfm?story_id=13252399
http://www.eiuresources.com/mediadir/default.asp?PR=2009030906
http://www.finfacts.ie/irishfinancenews/article_1016156.shtml
http://www.eiuresources.com/mediadir/default.asp?PR=2009030903
Agora, sobre o fim de semana, posso dizer que ele foi bem musical, com exceção do sábado em que foi um pouco turístico. Na sexta-feira, após as aulas e o almoço fui para Zurique, onde já havia comprado ingressos para assistir um concerto. Seria a “Paixão Segundo São Mateus” de Johann Sebastian Bach, talvez sua obra mais importante. Trata-se de um oratório de quase três horas que conta a partir dos escritos de São Mateus os últimos passos de Jesus. Apesar de ser todo cantado em alemão, entendi boa parte do mesmo, principalmente graças ao meu grande fanatismo por essa obra que compensava o meu pequeno conhecimento do idioma. Eu conhecia grande parte das músicas desse oratório, que já havia escutado com a Osesp acho que quatro anos atrás (se eu não me engano foi o último concerto que o maestro Roberto Minczuk regeu a Osesp na Sala São Paulo). O grande destaque do concerto era o maestro Ton Koopman, um holandês, que é um dos maiores regentes de música barroca atualmente. Ele demonstrou um grande conhecimento da obra, já que, além de reger a orquestra e coral duplos, ainda tocou a parte do segundo órgão que estava adaptado para ele tocar em pé. A orquestra era a Tonhalle que já havia visto anteriormente e esteve muito bem, com os solistas instrumentais, que são muitos, fazendo um bom papel. Os solistas também foram muito felizes, principalmente o tenor que fez o Evangelista. Destaque também para a parte de contralto que foi cantada por um contra tenor, como era feito na época de Bach. Depois do concerto, tinha a opção de ir encontrar o pessoal da faculdade em Zurique, já que eles iam sair por lá, porém, não tinha condições emocionais, após tão bela música.
No sábado, não tinha muito que fazer, então decidi ir para Konstanz na Alemanha para passear aproveitar os preços baixos do outro lado da fronteira. Trata-se de uma cidade muito bonita, com um centro bem antigo (acho que medieval) na beira do lago de mesmo nome (também conhecido, na Alemanha, como Bodensee). Acho que estou ficando muito suíço, já que as coisas aqui de sábado fecham as 5 da tarde, pois quando ia, estava planejando o que fazer enquanto esperava até o trem das 7 horas, quando não preciso mais pagar. Mas, felizmente, a Alemanha não é a Suíça e as coisas lá, não fecharam as cinco e eu pude aproveitar mais o meu tempo lá. Encontrei o supermercado que costumava ir em Berlim (Edeka, com muitos produtos “Gut und Günstig” – bom e barato) além de algumas boas livrarias que vendiam coisas baratas. Lá, pelo menos pude comer comidas por preços razoáveis não como na Suíça (comi uma caixinha de comida chinesa por 3,50 euros (12 reais), enquanto na Suíça não dá para se comer uma única salsicha por menos de 6 francos (12 reais)). Acabei comprando também uma daquelas garrafinhas térmicas pequenas para que eu pudesse levar café para as aulas, já que eu estava gastando um bocado com cafés nos intervalos de aula. Acabei demorando um pouco para chegar em casa já que perdi por um minuto um dos trens que vinha para cá e tive que dar a volta por outra cidade para chegar mais rápido.
No domingo, fui ainda de manhã para Zurique, onde pretendia ir à ópera. Já havia perguntado anteriormente se haveriam ingressos para estudante na porta, recebendo uma resposta positiva. Cheguei na hora do almoço e almocei no lugar mais barato possível (por incrível que pareça é comprar dois cheeseburguers do Mcdonalds por 5 francos – 10 reais!). Chegando na ópera perguntei por ingressos para estudante e os melhores lugares estavam por 45 francos. Não hesitei em comprar, apesar de um pouco caro, pois sabia que o preço original desses lugares era 320 francos, além de se tratar de uma chance quase única de se assistir “Die Walküre – As Valquírias” segunda parte do “Anel dos Nibelungo”. O “Anel dos Nibelungo” é um ciclo de quatro óperas escritas por Richard Wagner que totaliza mais de quinze horas de duração e é inspirado na mitologia nórdica, mais precisamente num poema épico chamado “Nibelungslied” que foi escrito por volta do ano 1200. Esse ciclo é, provavelmente, uma das óperas de mais difícil montagem já que necessita de muitas pessoas para sua produção, desde muitos solistas, uma orquestra bem grande, além de grandes cenários. A parte que eu assisti, “As Valquírias” é segunda ópera do ciclo e é bem famosa pela introdução do terceiro ato, a famosa “Cavalgada das Valquírias” (duvido que alguém não conheça). Na verdade, acho que o segredo de Wagner para que as pessoas assistam suas óperas por inteiro é caprichar na introdução do terceiro ato, para que as pessoas agüentem as mais de três horas para sua chegada; digo isso porque a outra ópera de Wagner que já assisti foi “Lohengrin” há cinco anos em São Paulo e que possui como introdução do terceiro ato a sua marcha nupcial, imortalizada no Brasil sob o texto de “Com quem será?”. A ópera foi muito boa, apesar de novamente totalmente em alemão (ainda bem que eu havia estudado o enredo antes de sair de casa). O regente, Phillipe Jordan, foi bastante bem, assim como havia ido na outra vez que o vi na Sexta de Mahler ano passado em São Paulo. Quanto aos cantores, gostei bastante das duas sopranos que fizeram os papéis de Sieglinde e da Valquíria Brünhilde. Já o tenor que fez o Siegmund também era bastante bom, assim como quando cantou o papel de Florestan na ópera Fidelio de Beethoven com a Osesp. Resumo da ópera: sentei para assistir a ópera às 2 da tarde e só saí do teatro às 7 da noite, ou seja, todo dia gasto ali e um dia bem desgastante (pelo menos fiz alguma coisa no domingo, já que não se tem muito que fazer nesse dia na Suíça).
Hoje tive só uma aula que na verdade é uma monitoria. Porém tive que terminar de ler e responder a algumas questões sobre um livro de John Stuart Mill chamado “Sobre a Liberdade” que já estou lendo há alguns dias e que foi comprado em Londres. Comi Kebab de janta, coisa que não comia desde o primeiro dia em que cheguei aqui, apesar do preço alto (aqui custa por volta de 9 francos – 18 reais, enquanto em Berlim custava por volta de 4 euros – 12 reais), pois o molho do macarrão que iria fazer estava estragado.
Algumas poucas fotos de Londres:

Emirates Stadium - estádio do Arsenal

Tower Bridge

Big Ben

Stamford Bridge - estádio do Chelsea

London Eye

AGF Arena - estádio do FC St. Gallen

O principal dado para o qual chamo a atenção está na última coluna. Ali está sendo mostrado o quanto (em porcentagem) o Big Mac em determinado país é mais caro ou barato do que nos Estados Unidos. Percebe-se que no Brasil e na Inglaterra, o preço é praticamente o mesmo que nos Estados Unidos (apesar de que quando ponderado pelo PIB per capita, é obvio que no Brasil é o mais caro) e que na Suíça o preço é 58 por cento mais caro (o PIB da Suíça é praticamente igual ao dos Estados Unidos). Esse índice até que é uma ferramenta bem útil (que aprendi nas árduas aulas de macroeconomia internacional do Ibmec) para comparar os preços em diferentes países. Nota-se que existem duas principais variáveis que influenciam nesse índice: a taxa de câmbio e o preço do Big Mac.
Outro índice que foi publicado recentemente e que mede os preços em diversas cidades no mundo é o da EIU (Economist Intelligence Unit) também da revista “The Economist”. Esse é um índice mais robusto que mede preços de diversos produtos e serviços nas cidades, porém o meu acesso ao mesmo é limitado já que é necessaro pagar para se obter a base de dados completa. O índice toma como base os preços de Nova York, assumindo o valor 100. O valor do índice para as outras cidades é relativo a esse valor, com as cidades mais caras que Nova York tendo um valor maior, enquanto que as mais baratas com um valor menor. O último índice, relativo à taxa de câmbio de Fevereiro desse ano, mostra uma Londres muito barata. Pela primeira vez desde 2002, Londres está mais barata que Nova York, tendo despencado da oitava cidade mais cara do mundo para a vigésima sétima, devido à desvalorização da libra em relação às outras moedas, como o dólar e o euro (para comparação Nova York está na vigésima terceira posição e São Paulo na posição de número 83). Em compensação, Zurique ganhou uma posição desde o último índice de Setembro do ano passado, ocupando o posto de sexta cidade mais cara do mundo e Helsinki, apesar de ter caído 3 posições, ainda é a sétima cidade mais cara do mundo. Não encontrei informações sobre Berlim, mas se minha intuição estiver certa como quanto a Londres, não duvido que o custo de vida lá seja mais barato do que de São Paulo.
Uma tabela que mostra a variação do último período para o atual em algumas cidades:

Fontes:
Big Mac Index: http://www.economist.com/markets/indicators/displaystory.cfm?story_id=13055650
EIU:
http://www.economist.com/markets/rankings/displaystory.cfm?story_id=13252399
http://www.eiuresources.com/mediadir/default.asp?PR=2009030906
http://www.finfacts.ie/irishfinancenews/article_1016156.shtml
http://www.eiuresources.com/mediadir/default.asp?PR=2009030903
Agora, sobre o fim de semana, posso dizer que ele foi bem musical, com exceção do sábado em que foi um pouco turístico. Na sexta-feira, após as aulas e o almoço fui para Zurique, onde já havia comprado ingressos para assistir um concerto. Seria a “Paixão Segundo São Mateus” de Johann Sebastian Bach, talvez sua obra mais importante. Trata-se de um oratório de quase três horas que conta a partir dos escritos de São Mateus os últimos passos de Jesus. Apesar de ser todo cantado em alemão, entendi boa parte do mesmo, principalmente graças ao meu grande fanatismo por essa obra que compensava o meu pequeno conhecimento do idioma. Eu conhecia grande parte das músicas desse oratório, que já havia escutado com a Osesp acho que quatro anos atrás (se eu não me engano foi o último concerto que o maestro Roberto Minczuk regeu a Osesp na Sala São Paulo). O grande destaque do concerto era o maestro Ton Koopman, um holandês, que é um dos maiores regentes de música barroca atualmente. Ele demonstrou um grande conhecimento da obra, já que, além de reger a orquestra e coral duplos, ainda tocou a parte do segundo órgão que estava adaptado para ele tocar em pé. A orquestra era a Tonhalle que já havia visto anteriormente e esteve muito bem, com os solistas instrumentais, que são muitos, fazendo um bom papel. Os solistas também foram muito felizes, principalmente o tenor que fez o Evangelista. Destaque também para a parte de contralto que foi cantada por um contra tenor, como era feito na época de Bach. Depois do concerto, tinha a opção de ir encontrar o pessoal da faculdade em Zurique, já que eles iam sair por lá, porém, não tinha condições emocionais, após tão bela música.
No sábado, não tinha muito que fazer, então decidi ir para Konstanz na Alemanha para passear aproveitar os preços baixos do outro lado da fronteira. Trata-se de uma cidade muito bonita, com um centro bem antigo (acho que medieval) na beira do lago de mesmo nome (também conhecido, na Alemanha, como Bodensee). Acho que estou ficando muito suíço, já que as coisas aqui de sábado fecham as 5 da tarde, pois quando ia, estava planejando o que fazer enquanto esperava até o trem das 7 horas, quando não preciso mais pagar. Mas, felizmente, a Alemanha não é a Suíça e as coisas lá, não fecharam as cinco e eu pude aproveitar mais o meu tempo lá. Encontrei o supermercado que costumava ir em Berlim (Edeka, com muitos produtos “Gut und Günstig” – bom e barato) além de algumas boas livrarias que vendiam coisas baratas. Lá, pelo menos pude comer comidas por preços razoáveis não como na Suíça (comi uma caixinha de comida chinesa por 3,50 euros (12 reais), enquanto na Suíça não dá para se comer uma única salsicha por menos de 6 francos (12 reais)). Acabei comprando também uma daquelas garrafinhas térmicas pequenas para que eu pudesse levar café para as aulas, já que eu estava gastando um bocado com cafés nos intervalos de aula. Acabei demorando um pouco para chegar em casa já que perdi por um minuto um dos trens que vinha para cá e tive que dar a volta por outra cidade para chegar mais rápido.
No domingo, fui ainda de manhã para Zurique, onde pretendia ir à ópera. Já havia perguntado anteriormente se haveriam ingressos para estudante na porta, recebendo uma resposta positiva. Cheguei na hora do almoço e almocei no lugar mais barato possível (por incrível que pareça é comprar dois cheeseburguers do Mcdonalds por 5 francos – 10 reais!). Chegando na ópera perguntei por ingressos para estudante e os melhores lugares estavam por 45 francos. Não hesitei em comprar, apesar de um pouco caro, pois sabia que o preço original desses lugares era 320 francos, além de se tratar de uma chance quase única de se assistir “Die Walküre – As Valquírias” segunda parte do “Anel dos Nibelungo”. O “Anel dos Nibelungo” é um ciclo de quatro óperas escritas por Richard Wagner que totaliza mais de quinze horas de duração e é inspirado na mitologia nórdica, mais precisamente num poema épico chamado “Nibelungslied” que foi escrito por volta do ano 1200. Esse ciclo é, provavelmente, uma das óperas de mais difícil montagem já que necessita de muitas pessoas para sua produção, desde muitos solistas, uma orquestra bem grande, além de grandes cenários. A parte que eu assisti, “As Valquírias” é segunda ópera do ciclo e é bem famosa pela introdução do terceiro ato, a famosa “Cavalgada das Valquírias” (duvido que alguém não conheça). Na verdade, acho que o segredo de Wagner para que as pessoas assistam suas óperas por inteiro é caprichar na introdução do terceiro ato, para que as pessoas agüentem as mais de três horas para sua chegada; digo isso porque a outra ópera de Wagner que já assisti foi “Lohengrin” há cinco anos em São Paulo e que possui como introdução do terceiro ato a sua marcha nupcial, imortalizada no Brasil sob o texto de “Com quem será?”. A ópera foi muito boa, apesar de novamente totalmente em alemão (ainda bem que eu havia estudado o enredo antes de sair de casa). O regente, Phillipe Jordan, foi bastante bem, assim como havia ido na outra vez que o vi na Sexta de Mahler ano passado em São Paulo. Quanto aos cantores, gostei bastante das duas sopranos que fizeram os papéis de Sieglinde e da Valquíria Brünhilde. Já o tenor que fez o Siegmund também era bastante bom, assim como quando cantou o papel de Florestan na ópera Fidelio de Beethoven com a Osesp. Resumo da ópera: sentei para assistir a ópera às 2 da tarde e só saí do teatro às 7 da noite, ou seja, todo dia gasto ali e um dia bem desgastante (pelo menos fiz alguma coisa no domingo, já que não se tem muito que fazer nesse dia na Suíça).
Hoje tive só uma aula que na verdade é uma monitoria. Porém tive que terminar de ler e responder a algumas questões sobre um livro de John Stuart Mill chamado “Sobre a Liberdade” que já estou lendo há alguns dias e que foi comprado em Londres. Comi Kebab de janta, coisa que não comia desde o primeiro dia em que cheguei aqui, apesar do preço alto (aqui custa por volta de 9 francos – 18 reais, enquanto em Berlim custava por volta de 4 euros – 12 reais), pois o molho do macarrão que iria fazer estava estragado.
Algumas poucas fotos de Londres:

Emirates Stadium - estádio do Arsenal

Tower Bridge

Big Ben

Stamford Bridge - estádio do Chelsea

London Eye

AGF Arena - estádio do FC St. Gallen
quarta-feira, 18 de março de 2009
Londres e futebol suíço
Depois de dois dias de trabalho intenso, finalmente relato os ocorridos da viagem para Londres. Aproveitem e comentem!
O fim de semana foi tão movimentado e longo que talvez eu nem me lembre de tudo. Eu sei que hoje de manhã eu estava tão cansado que eu não consegui nem ir para as aulas que eu tinha. Mas, sem problemas, pois eu estudei a matéria da aula durante a viagem. Vou tentar contar a história na ordem, mas não sei se vai estar correta e se vou lembrar de tudo, mas acho que ninguém vai saber, não?
A viagem de ida foi bem cansativa, durando no total 7 horas, da porta da minha casa até a porta do hotel em Londres. Meia hora até o trem sair de St. Gallen e 45 minutos de viagem até Romanshorn. 40 minutos de balsa de Romanshorn e mais uns 15 minutos de espera e ônibus até o aeroporto de Friedrichschafen. Uma hora de espera e uma hora e meia de vôo até o aeroporto de Stansed em Londres. Meia hora de passagem pela fronteira e mais 45 minutos até o centro de Londres. Depois, finalmente, 10 minutos de metro e vinte minutos de caminhada até o hotel. (deram 7 horas? nem somei pra ver se deu certo, sei que saí às 6 e meia de casa e cheguei ao meio dia e meia de Londres, contando a uma hora de fuso que ganhei). Na balsa estava frio por causa do vento matinal, mas o lago Konstanz é bem bonito. O aeroporto é bem pequeno, mas até que bagunçado para os padrões alemães (talvez pela grande quantidade de low-budget airlines lá). O avião da Ryanair não é ruim apesar do baixo preço pago pelas passagens. Ele é um pouco apertado, não inclina para trás e tem que pagar por tudo. Mas a revista é mais interessante, talvez porque se encaixa mais no perfil de um pobre estudante e não no da classe AAA que é o foco das revistas das outras companhias aéreas. O vôo não teve atrasos (a Ryanair se orgulha de ter uma das menores quantidades de atrasos das companhias européias), e o pouso até que foi tranqüilo. Só uma coisa que anda me incomodando um pouco por aqui é que de vez em quando tenho uma espécie de dor de dente, que parece ser, na verdade, dentro da gengiva nos dentes do fundo na parte direita. Mas essa dor acontece quando vou para lugares altos, como num avião (me lembro que no caminho de Berlim para Zurique isso aconteceu e quando eu fui esquiar também). Alguém pode me explicar porque isso acontece?
No avião, a aeromoça oferecia passagens de trem do aeroporto de Stansed até a Liverspool Street Station no centro de Londres. O preço da ida e volta era 22 libras no total. Comprei, pois necessitava disso, mas só tinha euros para pagar e perguntei quanto seria. Ela disse que o mesmo preço. Achei então que estava fazendo um bom negócio, ainda mais quando ela devolveu uma parte do troco em libras, pois achava que a libra era bem mais cara que o euro. No final descobri que o preço de ambas estava praticamente em paridade, com um uma libra valendo 1,03 euros.
Chegando na estação de metro da Liverpool Street, peguei o metro em direção a estação de Elephant and Castle, que era onde tinha que ir para chegar no hotel. De lá resolvi ir andando até o hotel apesar de ser um pouco longe e meus amigos que tinham ido antes terem dito como ir de ônibus até lá. Andei então por entre o bairro que não parecia bastante com algum bairro não muito bom de São Paulo. Não me senti intimidado, nem com medo, mas percebi que talvez a escolha de um hotel tão barato não tenha sido uma forma muito boa de se economizar. Vendo isso agora, como nada de ruim aconteceu, acho que não foi uma má escolha, já que o dinheiro economizado me possibilitou ir até o jogo de futebol e pagar uma fortuna pelo ingresso. Chegando lá, por volta do meio dia e meia, encontrei o Bruno, que estava me esperando. Como eu achava que o jogo do Chelsea começaria em uma hora, saímos correndo em direção ao estádio Stamford Bridge, que fica na fronteira entre o bairro de Chelsea e Fullham na região sudoeste de Londres. Estava totalmente perdido ainda em relação à cidade e não sabia o que esperar, pois ainda não me sentia em Londres, já que não havia visto nenhum dos cartões postais da cidade. Esse é um fator interessante para se estudar e entender: qual é a influencia dos meios de comunicação na inserção de cada indivíduo dentro de uma cultura ou de um lugar no espaço? Isto é, porque eu só me sentia em Londres depois de ver o Big Ben ou a Tower Bridge? De qualquer maneira, cheguei no estádio do Chelsea (que não é nada de mais por fora) e descobri que o jogo só seria no dia seguinte, no qual os ingressos já estavam esgotados. Como já era perto de duas da tarde, resolvemos, eu e Bruno, ir comer num shopping que fica ao lado do estádio. Encontramos um restaurante japonês de kaiten sushi e decidimos comer lá. Estava com bastantes saudades de comer um sashimi e sushi decentes (aqueles de Berlim não eram). Matada a vontade, decidimos comprar um jornal para confirmar o horário do jogo do Arsenal que eu achava que ocorreria naquele dia. Começaria em uma hora e precisávamos correr para chegar lá. Quando estávamos indo em direção do estádio de Wembley, li no jornal que o jogo seria no Emirates Stadium. Quase que uma pequena confusão resultaria numa grande furada. Ainda bem que li a tempo e logo chegamos no estádio. Esse sim é bem bonito por fora, mas o jogo já havia começado e não havia mais ingressos e os cambistas não apareciam. Decidimos deixar para o dia seguinte para ir no jogo do Chelsea. Fomos, então, para perto da Tower Bridge, uma famosa ponte londrina onde encontraríamos com o canadense. Esperamos por 30 minutos, mas ele não apareceu, então decidimos subir no alto da torre dessa ponte sem ele. Tem-se uma visão bonita da cidade do alto, mas a coisa mais bonita dessa região é essa ponte e, estando nela, não se pode vê-la, perdendo-se o melhor. Fomos depois até as engrenagens que ficam embaixo da ponte, que fazem ela se levantar para que os barcos possam passar por ela. É impressionante como eles tinham essa tecnologia há muito tempo atrás, apesar de não ter achado muito interessante essa parte, pois é bem específico para engenheiros. Saindo de lá, decidimos continuar andando pela beira do rio Tamisa até chegarmos no London Dungeon, que é uma espécie de um pequeno parque de diversões para o qual meus amigos tinham, sem querer, comprado o ingresso. Logo que chegamos lá, o canadense ligou e fomos encontrá-lo na ponte. De lá, ficamos perambulando pela cidade até chegarmos na St. Paul Cathedral, onde ficamos sentados na frente algum tempo. De lá, o Bruno tinha que encontrar com alguém e acabei indo com o canadense até o hotel, onde usamos a internet. Depois, fomos encontrar o Bruno na frente da National Gallery e comemos no KFC. Continuamos andando pela cidade até bem tarde, onde ficamos sentados na beira do rio Tamisa olhando para o Big Ben.
No dia seguinte, acordei um pouco tarde, pois estava exausto do dia anterior. Manu, o canadense, tinha que almoçar com um amigo dele e eu e Bruno fomos para o Stamford Bridge para tentar comprar ingressos para o jogo. Dessa vez chegamos bem cedo e ficamos observando a movimentação dos cambistas e como eles agiam a fim de tentar conseguir algum ingresso mais barato. O preço, uma hora antes do jogo começar estava em 300 libras pelo par de ingressos, um absurdo. Decidimos esperar o começo do jogo para ver por quanto conseguíamos comprar. Decidimos que pagaríamos até 100 libras, o que é bem caro, porém achávamos que valia a pena. Com o jogo já com uns 5 minutos, fomos no cambista que queria 220 libras por dois ingressos. Aceitamos, porém só demos 200 libras pra ele, já que ele não poderia contar o dinheiro ali, já que havia muitos policiais em volta (o cambismo é totalmente proibido na Inglaterra). O ingresso era num lugar bom, porém, na torcida do Manchester City que era o time visitante. Ao contrário da fama, ir ao estádio na Inglaterra é uma atividade bem pacífica, provavelmente pelo alto preço dos ingressos que faz com que os hooligans fiquem nos bares assistindo aos jogos. O jogo foi bom, com o Chelsea ganhando por 1 a 0 e com o Manchester jogando bem mal (incluindo o Robinho). Tive que sair um pouco antes do jogo terminar para poder chegar ao concerto a tempo (na verdade no meio do concerto, já que não estava muito interessado em ver a primeira parte). Cheguei em cima da hora no Barbican Center e os funcionários não encontravam meu ingresso, que havia comprado pela internet, então me deixaram sentar onde quisesse e fiquei num lugar bastante bom. A orquestra do Concertgebouw é realmente muito boa, se comparando a Filarmônica de Berlim. Ainda mais sob a regência do Haitnik que foi o diretor artístico dessa orquestra por mais de 25 anos. O naipe de cordas é fantástico, com uma sonoridade muito boa, que transparece os diversos anos que os senhores de cabelos brancos tocam juntos. Sonoridade amplificada pelo repertório que exige um grande conjunto orquestral para a construção das chamadas “catedrais sinfônicas”, características da música de Bruckner (a peça era uma das minhas sinfonias favoritas deste autor que é a nona). Depois do concerto, fiquei algum tempo no Barbican Center, onde conheci um pouco desse grande centro cultural que possui teatros, cinemas e uma parte para exposições. Fui então até a London Eye (a famosa roda-gigante) para encontrar com meus amigos, porém não queria subir nela porque era muito caro e porque talvez a Carol quisesse ir quando voltássemos lá. Outras meninas brasileiras que também tinham ido para Londres (graças a minha propaganda das passagens baratas), também subiram na roda-gigante, enquanto eu esperei tomando um chocolate quente. Assim que a volta deles terminou, nos despedimos das meninas pois voltariam no dia seguinte pela manhã para a Suíça e fomos, eu, Bruno e Manu, jantar num restaurante indiano, já que Manu tem descendência indiana e estava com muita vontade dela. Assim, fomos para próximo da Oxford Street (a rua comercial de Londres), onde eles tinham visto um restaurante que parecia bom. E realmente era. Comi uma espécie de risoto de frango com curry que estava bastante bom, mas não muito ardido como esperava. Saindo de lá, caminhamos, novamente, bastante e paramos num barzinho bem estranho onde ficamos por pouco tempo, pois logo ele estaria fechando. Nessa caminhada noturna passeei por boa parte da região de West End, onde estão concentrados os teatros de musicais e muitos turistas. Uma coisa engraçada que eu vi por ali, foi um mendigo, se é que posso chamá-lo de mendigo, porque ele estava lendo um livro, tinha uma pilha de outros ao seu lado e estava escutando um IPod. Fizemos novamente um grande tour noturno e acabamos muito cansados no hotel.
Na segunda-feira (eu não tinha aula nesse dia), meus amigos ficaram dormindo, mas decidi sair para explorar a cidade cedo, combinando de encontrá-los para o almoço que seria num restaurante brasileiro. Fui então para a Charing Cross, que é a estação que fica na frente da National Gallery e perto do Picadilly Circus, que é a região que eu disse que é bem movimentada lá. Segui então por uma rua onde eu havia pesquisado que havia várias livrarias. É claro que “perdi” toda minha manhã lá. É a primeira vez que eu pude ir a livrarias, sem ser no Brasil, onde eu podia entender todos os livros que estavam lá. Acho que a Livraria Cultura não perde para nenhuma das livrarias daquela rua, mas não temos em São Paulo nenhuma rua com tantas livrarias. O bom é que livros de edições boas, que são bem caros no Brasil, são baratos lá (no final, acabei comprando só um e um cd, mas foi só um passeio de reconhecimento). Cheguei então na Oxford Street e continuei andando e entrando em lojas. Encontrei uma loja com materiais esportivos bem baratos e acabei comprando um sapato de golfe e uma luva. Fui também na HMV, uma grande loja de CDs que também tinha em Tóquio e fiquei um bom tempo lá. Quando percebi já era hora de encontrar com meus amigos numa esquina dessa mesma rua. Porém, como eles não apareciam, fiquei passeando por ali e não esperando por eles. No final acabei comprando alguns sanduíches naturais e uma bandeja de sushis para o almoço que estavam bons (meus amigos foram no restaurante brasileiro, pagaram caríssimo e não estava muito bom). De lá, já fui para o aeroporto pois o aeroporto é um pouco longe da cidade e não queria chegar atrasado. Lá, encontrei os meus amigos e embarcamos de volta para a Alemanha exaustos e já lamentando a grande viagem que nos esperava. Mal sabíamos o que estava por vir. O avião chegou no aeroporto de Friedrichschafen as 9 e quinze da noite e descobrimos que o próximo ônibus para a cidade seria em uma hora. Decidimos pegar um taxi para o lugar onde a balsa saia, mas quando lá chegamos, descobrimos que havíamos perdido a última do dia. Fomos então até a estação de trem para tentarmos pegar trens contornando o lago para voltarmos para St. Gallen. Porém, descobrimos que não havia mais trens aquele dia que nos levassem de volta para casa. Pesquisando melhor, vimos que o problema estava na fronteira entre a Áustria e a Suíça, não havendo trens por ali. Então sugeri irmos até a última cidade da Áustria e pegarmos um taxi para cruzarmos a fronteira e, assim, pegar o último trem que iria pra St. Gallen. Para nossa sorte, deu tudo certo, apesar de chegarmos por volta da uma da manhã em casa (quando antes reclamávamos de chegar às 11 da noite...).
Na terça-feira, estava bem cansado e não consegui ir nas aulas que eu tinha, mas fiquei estudando as matérias das mesmas. Só saí à tarde para comprar algo para comer (um currywurst que tinha para vender numa barraquinha, mas que não chega nem aos pés daquele de Berlim). Iria ficar em casa descansando, porém o Bruno tocou a campainha e me chamou para ir no jogo do time de futebol de St. Gallen, que havíamos combinado de ir. Decidi ir pois parecia ser um grande evento da cidade. Compramos os ingressos, bem mais baratos que em Londres, é claro. O estádio é bem novo e por isso muito bonito e bem planejado. Havia mais de 16 mil pessoas no estádio o que é muito para uma cidade de 70 mil. O time do St. Gallen está na segunda divisão do campeonato suíço (pelo menos, liderando), mas esse era um jogo das quartas de final da Copa da Suíça, no qual o St. Gallen jogava contra times melhores, por exemplo, da primeira divisão como o Sion que seria o jogo. Era, assim, o jogo da temporada para o St. Gallen que caso perdesse estaria eliminado e teria que se contentar em tentar subir para a primeira divisão. O que aconteceu foi que o St. Gallen foi eliminado perdendo por 2 a 1, num jogo bem ruim. O futebol deles é bem estranho, porque eles não jogam muito pra frente. Colocam três atacantes na frente e quando pegam a bola vão recuando até conseguirem lançar de qualquer modo para esses três homens de frente conseguirem dominar e ir para o gol (como se fosse um futebol americano feito somente de passes longos). O resultado é um jogo bem diferente do que estamos acostumados no Brasil, com gols sendo marcados, sempre em falhas da defesa. Qualquer time brasileiro, qualquer mesmo, ganharia de qualquer um dos dois times, pois não temos medo de jogar para frente, abrindo espaços e tocando a bola. Voltei um pouco decepcionado com o time, mas valeu o jogo e pretendo ir novamente num jogo da segunda divisão só para quebrar a maré de azar que estou tendo (dois jogos e duas derrotas para os times nos quais eu estava na torcida, sendo que no Brasil, nunca vi ao vivo uma derrota do time pelo qual estava torcendo. Isso é o bom de torcer para o São Paulo!). Tinha uma festa do St. Patricks Day que o pessoal da faculdade estava organizando naquele dia, mas não quis ir, porque estava ainda cansado.
Hoje tive a primeira aula de uma matéria chamada “European Competition Law”, que foi interessante, pois se trata de uma mistura entre economia e direito. O professor é um francês que fala um bom inglês, porém com sotaque engraçado. Já tinha comprado o livro dessa matéria e estudado um pouco, por isso, a aula não foi nem um pouco difícil. Além disso, chegaram hoje uns DVDs que havia comprado pela internet por um preço muito bom (14 DVDs de filmes do Hitchcock por 17 pounds).
Uma coisa que aprendi sobre Londres e já consertei para a próxima viagem foi o hotel. Já fiz a reserva num hotel confiável e numa vizinhança melhor, ainda pagando barato (vou ficar no Ibis Wembley, que entretanto, fica um pouco longe do centro).
O fim de semana foi tão movimentado e longo que talvez eu nem me lembre de tudo. Eu sei que hoje de manhã eu estava tão cansado que eu não consegui nem ir para as aulas que eu tinha. Mas, sem problemas, pois eu estudei a matéria da aula durante a viagem. Vou tentar contar a história na ordem, mas não sei se vai estar correta e se vou lembrar de tudo, mas acho que ninguém vai saber, não?
A viagem de ida foi bem cansativa, durando no total 7 horas, da porta da minha casa até a porta do hotel em Londres. Meia hora até o trem sair de St. Gallen e 45 minutos de viagem até Romanshorn. 40 minutos de balsa de Romanshorn e mais uns 15 minutos de espera e ônibus até o aeroporto de Friedrichschafen. Uma hora de espera e uma hora e meia de vôo até o aeroporto de Stansed em Londres. Meia hora de passagem pela fronteira e mais 45 minutos até o centro de Londres. Depois, finalmente, 10 minutos de metro e vinte minutos de caminhada até o hotel. (deram 7 horas? nem somei pra ver se deu certo, sei que saí às 6 e meia de casa e cheguei ao meio dia e meia de Londres, contando a uma hora de fuso que ganhei). Na balsa estava frio por causa do vento matinal, mas o lago Konstanz é bem bonito. O aeroporto é bem pequeno, mas até que bagunçado para os padrões alemães (talvez pela grande quantidade de low-budget airlines lá). O avião da Ryanair não é ruim apesar do baixo preço pago pelas passagens. Ele é um pouco apertado, não inclina para trás e tem que pagar por tudo. Mas a revista é mais interessante, talvez porque se encaixa mais no perfil de um pobre estudante e não no da classe AAA que é o foco das revistas das outras companhias aéreas. O vôo não teve atrasos (a Ryanair se orgulha de ter uma das menores quantidades de atrasos das companhias européias), e o pouso até que foi tranqüilo. Só uma coisa que anda me incomodando um pouco por aqui é que de vez em quando tenho uma espécie de dor de dente, que parece ser, na verdade, dentro da gengiva nos dentes do fundo na parte direita. Mas essa dor acontece quando vou para lugares altos, como num avião (me lembro que no caminho de Berlim para Zurique isso aconteceu e quando eu fui esquiar também). Alguém pode me explicar porque isso acontece?
No avião, a aeromoça oferecia passagens de trem do aeroporto de Stansed até a Liverspool Street Station no centro de Londres. O preço da ida e volta era 22 libras no total. Comprei, pois necessitava disso, mas só tinha euros para pagar e perguntei quanto seria. Ela disse que o mesmo preço. Achei então que estava fazendo um bom negócio, ainda mais quando ela devolveu uma parte do troco em libras, pois achava que a libra era bem mais cara que o euro. No final descobri que o preço de ambas estava praticamente em paridade, com um uma libra valendo 1,03 euros.
Chegando na estação de metro da Liverpool Street, peguei o metro em direção a estação de Elephant and Castle, que era onde tinha que ir para chegar no hotel. De lá resolvi ir andando até o hotel apesar de ser um pouco longe e meus amigos que tinham ido antes terem dito como ir de ônibus até lá. Andei então por entre o bairro que não parecia bastante com algum bairro não muito bom de São Paulo. Não me senti intimidado, nem com medo, mas percebi que talvez a escolha de um hotel tão barato não tenha sido uma forma muito boa de se economizar. Vendo isso agora, como nada de ruim aconteceu, acho que não foi uma má escolha, já que o dinheiro economizado me possibilitou ir até o jogo de futebol e pagar uma fortuna pelo ingresso. Chegando lá, por volta do meio dia e meia, encontrei o Bruno, que estava me esperando. Como eu achava que o jogo do Chelsea começaria em uma hora, saímos correndo em direção ao estádio Stamford Bridge, que fica na fronteira entre o bairro de Chelsea e Fullham na região sudoeste de Londres. Estava totalmente perdido ainda em relação à cidade e não sabia o que esperar, pois ainda não me sentia em Londres, já que não havia visto nenhum dos cartões postais da cidade. Esse é um fator interessante para se estudar e entender: qual é a influencia dos meios de comunicação na inserção de cada indivíduo dentro de uma cultura ou de um lugar no espaço? Isto é, porque eu só me sentia em Londres depois de ver o Big Ben ou a Tower Bridge? De qualquer maneira, cheguei no estádio do Chelsea (que não é nada de mais por fora) e descobri que o jogo só seria no dia seguinte, no qual os ingressos já estavam esgotados. Como já era perto de duas da tarde, resolvemos, eu e Bruno, ir comer num shopping que fica ao lado do estádio. Encontramos um restaurante japonês de kaiten sushi e decidimos comer lá. Estava com bastantes saudades de comer um sashimi e sushi decentes (aqueles de Berlim não eram). Matada a vontade, decidimos comprar um jornal para confirmar o horário do jogo do Arsenal que eu achava que ocorreria naquele dia. Começaria em uma hora e precisávamos correr para chegar lá. Quando estávamos indo em direção do estádio de Wembley, li no jornal que o jogo seria no Emirates Stadium. Quase que uma pequena confusão resultaria numa grande furada. Ainda bem que li a tempo e logo chegamos no estádio. Esse sim é bem bonito por fora, mas o jogo já havia começado e não havia mais ingressos e os cambistas não apareciam. Decidimos deixar para o dia seguinte para ir no jogo do Chelsea. Fomos, então, para perto da Tower Bridge, uma famosa ponte londrina onde encontraríamos com o canadense. Esperamos por 30 minutos, mas ele não apareceu, então decidimos subir no alto da torre dessa ponte sem ele. Tem-se uma visão bonita da cidade do alto, mas a coisa mais bonita dessa região é essa ponte e, estando nela, não se pode vê-la, perdendo-se o melhor. Fomos depois até as engrenagens que ficam embaixo da ponte, que fazem ela se levantar para que os barcos possam passar por ela. É impressionante como eles tinham essa tecnologia há muito tempo atrás, apesar de não ter achado muito interessante essa parte, pois é bem específico para engenheiros. Saindo de lá, decidimos continuar andando pela beira do rio Tamisa até chegarmos no London Dungeon, que é uma espécie de um pequeno parque de diversões para o qual meus amigos tinham, sem querer, comprado o ingresso. Logo que chegamos lá, o canadense ligou e fomos encontrá-lo na ponte. De lá, ficamos perambulando pela cidade até chegarmos na St. Paul Cathedral, onde ficamos sentados na frente algum tempo. De lá, o Bruno tinha que encontrar com alguém e acabei indo com o canadense até o hotel, onde usamos a internet. Depois, fomos encontrar o Bruno na frente da National Gallery e comemos no KFC. Continuamos andando pela cidade até bem tarde, onde ficamos sentados na beira do rio Tamisa olhando para o Big Ben.
No dia seguinte, acordei um pouco tarde, pois estava exausto do dia anterior. Manu, o canadense, tinha que almoçar com um amigo dele e eu e Bruno fomos para o Stamford Bridge para tentar comprar ingressos para o jogo. Dessa vez chegamos bem cedo e ficamos observando a movimentação dos cambistas e como eles agiam a fim de tentar conseguir algum ingresso mais barato. O preço, uma hora antes do jogo começar estava em 300 libras pelo par de ingressos, um absurdo. Decidimos esperar o começo do jogo para ver por quanto conseguíamos comprar. Decidimos que pagaríamos até 100 libras, o que é bem caro, porém achávamos que valia a pena. Com o jogo já com uns 5 minutos, fomos no cambista que queria 220 libras por dois ingressos. Aceitamos, porém só demos 200 libras pra ele, já que ele não poderia contar o dinheiro ali, já que havia muitos policiais em volta (o cambismo é totalmente proibido na Inglaterra). O ingresso era num lugar bom, porém, na torcida do Manchester City que era o time visitante. Ao contrário da fama, ir ao estádio na Inglaterra é uma atividade bem pacífica, provavelmente pelo alto preço dos ingressos que faz com que os hooligans fiquem nos bares assistindo aos jogos. O jogo foi bom, com o Chelsea ganhando por 1 a 0 e com o Manchester jogando bem mal (incluindo o Robinho). Tive que sair um pouco antes do jogo terminar para poder chegar ao concerto a tempo (na verdade no meio do concerto, já que não estava muito interessado em ver a primeira parte). Cheguei em cima da hora no Barbican Center e os funcionários não encontravam meu ingresso, que havia comprado pela internet, então me deixaram sentar onde quisesse e fiquei num lugar bastante bom. A orquestra do Concertgebouw é realmente muito boa, se comparando a Filarmônica de Berlim. Ainda mais sob a regência do Haitnik que foi o diretor artístico dessa orquestra por mais de 25 anos. O naipe de cordas é fantástico, com uma sonoridade muito boa, que transparece os diversos anos que os senhores de cabelos brancos tocam juntos. Sonoridade amplificada pelo repertório que exige um grande conjunto orquestral para a construção das chamadas “catedrais sinfônicas”, características da música de Bruckner (a peça era uma das minhas sinfonias favoritas deste autor que é a nona). Depois do concerto, fiquei algum tempo no Barbican Center, onde conheci um pouco desse grande centro cultural que possui teatros, cinemas e uma parte para exposições. Fui então até a London Eye (a famosa roda-gigante) para encontrar com meus amigos, porém não queria subir nela porque era muito caro e porque talvez a Carol quisesse ir quando voltássemos lá. Outras meninas brasileiras que também tinham ido para Londres (graças a minha propaganda das passagens baratas), também subiram na roda-gigante, enquanto eu esperei tomando um chocolate quente. Assim que a volta deles terminou, nos despedimos das meninas pois voltariam no dia seguinte pela manhã para a Suíça e fomos, eu, Bruno e Manu, jantar num restaurante indiano, já que Manu tem descendência indiana e estava com muita vontade dela. Assim, fomos para próximo da Oxford Street (a rua comercial de Londres), onde eles tinham visto um restaurante que parecia bom. E realmente era. Comi uma espécie de risoto de frango com curry que estava bastante bom, mas não muito ardido como esperava. Saindo de lá, caminhamos, novamente, bastante e paramos num barzinho bem estranho onde ficamos por pouco tempo, pois logo ele estaria fechando. Nessa caminhada noturna passeei por boa parte da região de West End, onde estão concentrados os teatros de musicais e muitos turistas. Uma coisa engraçada que eu vi por ali, foi um mendigo, se é que posso chamá-lo de mendigo, porque ele estava lendo um livro, tinha uma pilha de outros ao seu lado e estava escutando um IPod. Fizemos novamente um grande tour noturno e acabamos muito cansados no hotel.
Na segunda-feira (eu não tinha aula nesse dia), meus amigos ficaram dormindo, mas decidi sair para explorar a cidade cedo, combinando de encontrá-los para o almoço que seria num restaurante brasileiro. Fui então para a Charing Cross, que é a estação que fica na frente da National Gallery e perto do Picadilly Circus, que é a região que eu disse que é bem movimentada lá. Segui então por uma rua onde eu havia pesquisado que havia várias livrarias. É claro que “perdi” toda minha manhã lá. É a primeira vez que eu pude ir a livrarias, sem ser no Brasil, onde eu podia entender todos os livros que estavam lá. Acho que a Livraria Cultura não perde para nenhuma das livrarias daquela rua, mas não temos em São Paulo nenhuma rua com tantas livrarias. O bom é que livros de edições boas, que são bem caros no Brasil, são baratos lá (no final, acabei comprando só um e um cd, mas foi só um passeio de reconhecimento). Cheguei então na Oxford Street e continuei andando e entrando em lojas. Encontrei uma loja com materiais esportivos bem baratos e acabei comprando um sapato de golfe e uma luva. Fui também na HMV, uma grande loja de CDs que também tinha em Tóquio e fiquei um bom tempo lá. Quando percebi já era hora de encontrar com meus amigos numa esquina dessa mesma rua. Porém, como eles não apareciam, fiquei passeando por ali e não esperando por eles. No final acabei comprando alguns sanduíches naturais e uma bandeja de sushis para o almoço que estavam bons (meus amigos foram no restaurante brasileiro, pagaram caríssimo e não estava muito bom). De lá, já fui para o aeroporto pois o aeroporto é um pouco longe da cidade e não queria chegar atrasado. Lá, encontrei os meus amigos e embarcamos de volta para a Alemanha exaustos e já lamentando a grande viagem que nos esperava. Mal sabíamos o que estava por vir. O avião chegou no aeroporto de Friedrichschafen as 9 e quinze da noite e descobrimos que o próximo ônibus para a cidade seria em uma hora. Decidimos pegar um taxi para o lugar onde a balsa saia, mas quando lá chegamos, descobrimos que havíamos perdido a última do dia. Fomos então até a estação de trem para tentarmos pegar trens contornando o lago para voltarmos para St. Gallen. Porém, descobrimos que não havia mais trens aquele dia que nos levassem de volta para casa. Pesquisando melhor, vimos que o problema estava na fronteira entre a Áustria e a Suíça, não havendo trens por ali. Então sugeri irmos até a última cidade da Áustria e pegarmos um taxi para cruzarmos a fronteira e, assim, pegar o último trem que iria pra St. Gallen. Para nossa sorte, deu tudo certo, apesar de chegarmos por volta da uma da manhã em casa (quando antes reclamávamos de chegar às 11 da noite...).
Na terça-feira, estava bem cansado e não consegui ir nas aulas que eu tinha, mas fiquei estudando as matérias das mesmas. Só saí à tarde para comprar algo para comer (um currywurst que tinha para vender numa barraquinha, mas que não chega nem aos pés daquele de Berlim). Iria ficar em casa descansando, porém o Bruno tocou a campainha e me chamou para ir no jogo do time de futebol de St. Gallen, que havíamos combinado de ir. Decidi ir pois parecia ser um grande evento da cidade. Compramos os ingressos, bem mais baratos que em Londres, é claro. O estádio é bem novo e por isso muito bonito e bem planejado. Havia mais de 16 mil pessoas no estádio o que é muito para uma cidade de 70 mil. O time do St. Gallen está na segunda divisão do campeonato suíço (pelo menos, liderando), mas esse era um jogo das quartas de final da Copa da Suíça, no qual o St. Gallen jogava contra times melhores, por exemplo, da primeira divisão como o Sion que seria o jogo. Era, assim, o jogo da temporada para o St. Gallen que caso perdesse estaria eliminado e teria que se contentar em tentar subir para a primeira divisão. O que aconteceu foi que o St. Gallen foi eliminado perdendo por 2 a 1, num jogo bem ruim. O futebol deles é bem estranho, porque eles não jogam muito pra frente. Colocam três atacantes na frente e quando pegam a bola vão recuando até conseguirem lançar de qualquer modo para esses três homens de frente conseguirem dominar e ir para o gol (como se fosse um futebol americano feito somente de passes longos). O resultado é um jogo bem diferente do que estamos acostumados no Brasil, com gols sendo marcados, sempre em falhas da defesa. Qualquer time brasileiro, qualquer mesmo, ganharia de qualquer um dos dois times, pois não temos medo de jogar para frente, abrindo espaços e tocando a bola. Voltei um pouco decepcionado com o time, mas valeu o jogo e pretendo ir novamente num jogo da segunda divisão só para quebrar a maré de azar que estou tendo (dois jogos e duas derrotas para os times nos quais eu estava na torcida, sendo que no Brasil, nunca vi ao vivo uma derrota do time pelo qual estava torcendo. Isso é o bom de torcer para o São Paulo!). Tinha uma festa do St. Patricks Day que o pessoal da faculdade estava organizando naquele dia, mas não quis ir, porque estava ainda cansado.
Hoje tive a primeira aula de uma matéria chamada “European Competition Law”, que foi interessante, pois se trata de uma mistura entre economia e direito. O professor é um francês que fala um bom inglês, porém com sotaque engraçado. Já tinha comprado o livro dessa matéria e estudado um pouco, por isso, a aula não foi nem um pouco difícil. Além disso, chegaram hoje uns DVDs que havia comprado pela internet por um preço muito bom (14 DVDs de filmes do Hitchcock por 17 pounds).
Uma coisa que aprendi sobre Londres e já consertei para a próxima viagem foi o hotel. Já fiz a reserva num hotel confiável e numa vizinhança melhor, ainda pagando barato (vou ficar no Ibis Wembley, que entretanto, fica um pouco longe do centro).
sexta-feira, 13 de março de 2009
Analogias, fotos e próxima parada: Londres
Amanhã de manhã embarco para Londres, voando de Ryanair, a companhia aérea mais barata do mundo. Não se preocupem, pois meus amigos que foram antes, estão vivos em Londres! Acho que vai ser um bom passeio apesar de um pouco corrido.
Sobre os últimos dias não tenho muito que dizer. Um livro que eu comprei pela internet chegou sem problemas, embora comprado pela amazon.co.uk, que é a mais barata. (é para uma matéria que deveria ter começado essa semana chamada "European Competition Law" caso o professor não tivesse cancelado a aula duas horas antes do seu começo e fizesse eu ir até a faculdade para nada... pelo menos foi um belo exercício!). Aproveitei para andar um pouco pela cidade um desses dias e finalmente descobri um supermercado/loja que possui uma variedade maior de produtos (fazendo uma analogia brasileira: já conhecia o Barateiro, o Extra e agora encontrei o Pão de Açúcar). E ele não é muito mais caro não. A diferença é bem pequena: a coca-cola de 500ml custa 1 franco no Barateiro, 1,10 no Extra e 1,15 no Pão de Açúcar.
Hoje decidi, após a aula matinal e o almoço, ir para o centro de novo (o centro pode ser entendido como a Marktplatz, onde o comércio da cidade se encontra há séculos. Quando falo centro, pode parecer para aqueles que moram em cidades grandes, considerando Mogi uma cidade grande, uma longa distância a ser percorrida, mas aqui é uma caminhada de dez minutos). Lá, decidi comprar chocolates, para uma espécie de degustação. Primeiro fui numa loja chamada Läderach e comprei duas trufas de mel e depois fui até a barraquinha da Lindt, que fica no supermercado e comprei duas trufas ao leite. Até que não foi caro, talvez mais barato que a Chocolat du Jour de São Paulo, mas infelizmente de uma qualidade inferior. Sim! Estou falando que as trufas de São Paulo são melhores que as da Suíça. Talvez seja uma comparação desleal, já que estou comparando níveis diferentes. A Lindt aqui é uma marca comum, talvez como uma Garoto, enquanto a Chocolat du Jour é uma marca de grife no Brasil. Talvez se eu experimentar o melhor chocolate suíço contra o melhor brasileiro (já sabem qual eu escolheria) aí talvez o resultado se invertesse. Mas de qualquer maneira, não estou, de maneira nenhuma reclamando de poder uma barra de Lindt por dia, pagando dois francos por cada uma, pois é um chocolate realmente bom. Só das trufas que não gostei muito. Se restringindo às barras de chocolate, se eu experimentar uma diferente por dia, daquelas que se compra no supermercado, meio ano não é suficiente para comer uma de cada. Além de Lindt, há muitas outras marcas, não tão conhecidas no Brasil que fazem chocolates deliciosos como Ragusa e Cailler. Entendam-me aqui como um degustador que está testando os presentes que vou levar de volta para o Brasil.
Bom, vou parar por aqui, se não vou esquecer de por as fotos, adiantar as tarefas e de arrumar a mala.
Primeiro, Lyon:

Essa é uma praça onde fica o centro de informações para turistas, que já é na parte antiga da cidade

Vista da cidade a partir do albergue

Entendem o que quero dizer com o primeiro dia de verão? Para mim uma foto muito francesa (a esquerda está o museu de belas artes).

Instituto Lumiere, onde nasceu o cinema

Vista a partir de perto do teatro romano. Reparem nas pessoas esparramadas na grama (um pouco mais para a direita estaria a próxima foto).

Os resquícios de um teatro da Gália Romana (é de mais ou menos dois mil anos atrás)

Meu prato de pato na janta num Bouchon

Chegando na igreja de Fourvière

A vista a partir da lateral da igreja

Uma das torres da igreja de uma visão lateral

A igreja por dentro, onde estava tendo uma missa. Reparem que não há uma foto dela inteira por fora, ou atépor dentro, porque ele é muito grande para camer numa só foto.

Essa uma igreja menor do dalo da Fourvière que tem uma estátua dourada em cima (não acho que seja de ouro, mas talvez seja).

Mais de perto (na verdade essa foto só está aqui para mostrar que até que de vez em quando consigo tirar algumas fotos boas!)

Agora de longe.

Olha o que eu comi na feira que eu fui (e era bem barato, acho que 2 euros por 10)

Salada do almoço do domingo

O restaurante desse almoço (não estava frio, só estava de casaco porque tinha muita coisa para carregar)
Agora começam as do pastel

Minha mesa de estudos de transforma numa tábua de abrir massa.

Trabalho profissional...

Até fritar eu consegui

Viu?

Resultado: a mesa brasileira no international dinner
Agora esqui e neve.

A vista de cima da pista de iniciantes.

As montanhas e o belo dia que fazia

Goggles

Agora a pista de iniciantes vista de baixo.

Uma foto boa tirada na pausa para o almoço

Aqui já é pista azul, mais difícil

Meus amigos com seus snowboards

Mais uma foto bonita.
Até depois de Londres!
PS. Lembrei de mais uma coisa engraçada que aconteceu nesses dias. Fui lavar roupa agora parecia que já estava me dando bem tanto com a máquina de lavar quanto com a secadora... O que posso dizer é que depois de secar minhas toalhas, meias e cuecas (brancas), junto com uma malha azul, ficou tudo azul! (ainda bem que as camisetas estavam separadas...)
Sobre os últimos dias não tenho muito que dizer. Um livro que eu comprei pela internet chegou sem problemas, embora comprado pela amazon.co.uk, que é a mais barata. (é para uma matéria que deveria ter começado essa semana chamada "European Competition Law" caso o professor não tivesse cancelado a aula duas horas antes do seu começo e fizesse eu ir até a faculdade para nada... pelo menos foi um belo exercício!). Aproveitei para andar um pouco pela cidade um desses dias e finalmente descobri um supermercado/loja que possui uma variedade maior de produtos (fazendo uma analogia brasileira: já conhecia o Barateiro, o Extra e agora encontrei o Pão de Açúcar). E ele não é muito mais caro não. A diferença é bem pequena: a coca-cola de 500ml custa 1 franco no Barateiro, 1,10 no Extra e 1,15 no Pão de Açúcar.
Hoje decidi, após a aula matinal e o almoço, ir para o centro de novo (o centro pode ser entendido como a Marktplatz, onde o comércio da cidade se encontra há séculos. Quando falo centro, pode parecer para aqueles que moram em cidades grandes, considerando Mogi uma cidade grande, uma longa distância a ser percorrida, mas aqui é uma caminhada de dez minutos). Lá, decidi comprar chocolates, para uma espécie de degustação. Primeiro fui numa loja chamada Läderach e comprei duas trufas de mel e depois fui até a barraquinha da Lindt, que fica no supermercado e comprei duas trufas ao leite. Até que não foi caro, talvez mais barato que a Chocolat du Jour de São Paulo, mas infelizmente de uma qualidade inferior. Sim! Estou falando que as trufas de São Paulo são melhores que as da Suíça. Talvez seja uma comparação desleal, já que estou comparando níveis diferentes. A Lindt aqui é uma marca comum, talvez como uma Garoto, enquanto a Chocolat du Jour é uma marca de grife no Brasil. Talvez se eu experimentar o melhor chocolate suíço contra o melhor brasileiro (já sabem qual eu escolheria) aí talvez o resultado se invertesse. Mas de qualquer maneira, não estou, de maneira nenhuma reclamando de poder uma barra de Lindt por dia, pagando dois francos por cada uma, pois é um chocolate realmente bom. Só das trufas que não gostei muito. Se restringindo às barras de chocolate, se eu experimentar uma diferente por dia, daquelas que se compra no supermercado, meio ano não é suficiente para comer uma de cada. Além de Lindt, há muitas outras marcas, não tão conhecidas no Brasil que fazem chocolates deliciosos como Ragusa e Cailler. Entendam-me aqui como um degustador que está testando os presentes que vou levar de volta para o Brasil.
Bom, vou parar por aqui, se não vou esquecer de por as fotos, adiantar as tarefas e de arrumar a mala.
Primeiro, Lyon:

Essa é uma praça onde fica o centro de informações para turistas, que já é na parte antiga da cidade

Vista da cidade a partir do albergue

Entendem o que quero dizer com o primeiro dia de verão? Para mim uma foto muito francesa (a esquerda está o museu de belas artes).

Instituto Lumiere, onde nasceu o cinema

Vista a partir de perto do teatro romano. Reparem nas pessoas esparramadas na grama (um pouco mais para a direita estaria a próxima foto).

Os resquícios de um teatro da Gália Romana (é de mais ou menos dois mil anos atrás)

Meu prato de pato na janta num Bouchon

Chegando na igreja de Fourvière

A vista a partir da lateral da igreja

Uma das torres da igreja de uma visão lateral

A igreja por dentro, onde estava tendo uma missa. Reparem que não há uma foto dela inteira por fora, ou atépor dentro, porque ele é muito grande para camer numa só foto.

Essa uma igreja menor do dalo da Fourvière que tem uma estátua dourada em cima (não acho que seja de ouro, mas talvez seja).

Mais de perto (na verdade essa foto só está aqui para mostrar que até que de vez em quando consigo tirar algumas fotos boas!)

Agora de longe.

Olha o que eu comi na feira que eu fui (e era bem barato, acho que 2 euros por 10)

Salada do almoço do domingo

O restaurante desse almoço (não estava frio, só estava de casaco porque tinha muita coisa para carregar)
Agora começam as do pastel

Minha mesa de estudos de transforma numa tábua de abrir massa.

Trabalho profissional...

Até fritar eu consegui

Viu?

Resultado: a mesa brasileira no international dinner
Agora esqui e neve.

A vista de cima da pista de iniciantes.

As montanhas e o belo dia que fazia

Goggles

Agora a pista de iniciantes vista de baixo.

Uma foto boa tirada na pausa para o almoço

Aqui já é pista azul, mais difícil

Meus amigos com seus snowboards

Mais uma foto bonita.
Até depois de Londres!
PS. Lembrei de mais uma coisa engraçada que aconteceu nesses dias. Fui lavar roupa agora parecia que já estava me dando bem tanto com a máquina de lavar quanto com a secadora... O que posso dizer é que depois de secar minhas toalhas, meias e cuecas (brancas), junto com uma malha azul, ficou tudo azul! (ainda bem que as camisetas estavam separadas...)
terça-feira, 10 de março de 2009
Esportes e Show
Tia Mi e tio No, tenho interesse sim em ir tanto para Portugal quanto para o sul da França. Porém, ainda não tenho certeza à data exata, mas acho que logo decido (no máximo até o fim do mês quando me encontrar com a Carol).
Aceito também sugestões para coisas para fazer em Londres, apesar de estar com o calendário um pouco apertado nessa primeira visita do próximo fim de semana (chego sábado de manhã, à tarde pretendo ir ao jogo do Chelsea e no domingo à tarde vou ao Barbican Hall assistir a orquestra do Concertgebouw, tendo só a segunda feira completamente livre).
Ainda estou um pouco dolorido do domingo, quando fui fazer um programa suíço: esquiar. Não sei se as dores são do esforço que tive que fazer ou do número de quedas que tive. Não que tenha ido mal, pois foi a primeira vez que esquiei em mais de 5 anos e da outra vez, não tinha passado de uma pequena aula em que achava não tinha aprendido muito. Mas acho que aquela experiência foi válida, pois logo que comecei a esquiar aqui, consegui descer pista de iniciantes sem problemas. Tive um pouco de problemas no começo para subir essa pista com o lift, mas logo aprendi. Acho que é melhor eu voltar um pouco na história pois já estou pulando partes interessantes.
Tinha combinado com o Bruno de ir esquiar no domingo. Tinha, também, chamado um americano da minha sala de alemão para ir pois ele não tinha planos para o fim de semana. Então, no sábado à noite, combinei com eles de ir esquiar em Malbun, Liechtenstein. O trem saia às 8h03 e, portanto, nos encontramos as 10 para as 8 na estação. Os dois já sabiam esquiar e andar de snowboard bem, mas decidiram me acompanhar e me dar algumas dicas no começo. A viagem até a estação de esqui é um pouco longa, mas válida pois esquiar ali é mais barato que na Suíça (uma estação de esqui mais próxima estaria à meia hora a menos do que essa que eu fui). Chegamos por volta das 10 horas na estação que fica muito mais alto do que aquele lugar que eu fui a pé em Vaduz. Ali é o começo dos Alpes, mas apesar de não ser um local muito famoso, é muito bonito. Além é claro do dia. O dia estava muito bom, acho que não podia estar melhor. Com muito sol e bem quente para a altitude e quantidade de neve no local em que estávamos (acredito que tenha chegado a mais de 10 graus positivos).
Quando fui alugar os equipamentos, tive que alugar, além dos esquis e bota, uma luva para esquiar e um goggle, que era grande o bastante para eu colocar em cima dos óculos (eu estava achando um pouco desnecessário, mas no fim do dia aço que esses acessórios acabaram me salvando). Como já disse, fui para a pista de iniciantes e esta parecia, à primeira vista, bem inclinada, mas não estava com nenhum pouco de medo e logo resolvi descer. Lembrava que para me controlar, tinha que fazer um movimento fechar as pernas, fazendo com que a parte frontal dos esquis se encontrassem. E isso deu bastante certo nesse começo, já que após duas descidas comigo, meus amigos foram para uma pista mais difícil e eu continuei ali junto com as criancinhas de 5 anos de idade (é engraçado como elas aprendem a esquiar cedo, mais ou menos como no Brasil as crianças começam a jogar bola cedo). Mas logo, eu já estava esquiando tão bem quanto elas e até o horário em que combinamos de nos encontrar para almoçar, desci essa pista mais de dez vezes. Era uma e meia da tarde quando nos encontramos e fui aprovado para tentar uma pista mais difícil depois desse lanche. Para se ter uma idéia do calor, conseguimos almoçar do lado externo do restaurante sem os casacos (um pouco também graças à quantidade de energia gasta e acumulada na forma de suor por baixo da blusa, que encharcava minha camiseta).
Assim, passei da pista verde para as azuis. Para chegar lá, era necessário pegar um teleférico maior, do qual se tem uma vista muito bonita e se chega num lugar to bonito quanto. Porém, para sair desse teleférico, é necessário sair esquiando e é claro que, na primeira vez, não consegui sair totalmente em pé. Ali sim começou a diversão. O que é andar de esqui e não cair? Qual a graça? Era uma pista relativamente grande e com grandes descidas, nas quais eu sempre ia caindo, muitas vezes de formas bem engraçadas. Mas, de acordo com meu amigo, tinha que continuar ali, pois não tinha mais o que aprender na pista de iniciantes. Ia tentando fazer as curvas, mas logo que ganhava alguma velocidade me jogava pois tinha medo de perder o controle. Não era exatamente um medo consciente, mas uma espécie de ato inconsciente de auto preservação. Cair não é tão ruim, o problema é levantar. Você tem que se levantar com aquelas coisas gigantes no seu pé que não param de escorregar, num lugar em que, normalmente, já seria complicado ficar em pé. Pior ainda era quando se caia e o esqui saia do seu pé. Era muito complicado colocá-lo de volta no meio da descida. Acho que levantar, não cair, foi o motivo do meu cansaço até hoje. Mas, de qualquer maneira, foi um ótimo dia, com muita diversão.
Na volta, estávamos exaustos, mas graças a um ônibus que perdemos por questão de segundos esperamos até as 7 horas e pudemos voltar de graça para St. Gallen (íamos pagar a passagem que era só 10 francos). Não me lembro de outro dia em que estivesse tão cansado desde que cheguei aqui. Tanto que fui dormir bem cedo.
No dia seguinte, segunda-feira, estava muito cansado, mas, como um bom aluno, fui até a minha aula. Depois de lá, ia descendo com o Bruno para voltarmos para o apartamento passando pelo supermercado, quando vi o cartaz de um show que seria naquele dia que estava com muita vontade de ir. Era o show do Al Di Meola, um violonista de um jazz moderno, que é um dos melhores do mundo no seu gênero. Assim, passamos no correio, que vendia os ingressos e compramos, mesmo gastando uma boa quantidade de dinheiro. No final, valeu à pena, pois o show foi muito bom, na sala de concertos da cidade. Ele foi acompanhado de um pequeno grupo, composto por um percursionista, um outro violonista e um acordeonista. Tinha bastante o que fazer, por isso, depois do show (por volta das 10 horas), voltei direto para casa, não indo para o bar em que toda segunda-feira acontece o “meeting point”, um evento da faculdade para unir as pessoas, no qual há algum tipo de música ao vivo. Também, depois do Al Di Meola, ver um sjow de uma banda de garagem não seria muito bom, não? Já que minha geladeira estava reabastecida do momento em que fui ao supermercado, pude voltar para casa e comer algo que tinha aqui.
Hoje tive muitas aulas como toda terça-feira, mas fui também até a reunião sobre golfe da universidade. A apresentação foi feita em alemão, porém pude entender um pouco e depois esclarecer minhas dúvidas perguntando em inglês. No fim, tenho duas opções aqui: ou conseguir um grupo de mais duas pessoas mais ou menos do meu nível, para ter aulas, ou simplesmente me associar à associação de golfe da universidade e esperar pelos eventos que aconteçam para poder participar. Acho que a segunda opção provavelmente vou realizar, com a primeira condicionada a formação de um gripo para ter aulas comigo. Parece que o maior campo de golfe da Suíça fica aqui perto que não é muito caro para os alunos da faculdade que estão nessa associação. Já que logo vai esquentar, vou tentar jogar golfe aqui, já que não vai dar mais para esquiar (pretendo ir mais uma vez ainda)
Aceito também sugestões para coisas para fazer em Londres, apesar de estar com o calendário um pouco apertado nessa primeira visita do próximo fim de semana (chego sábado de manhã, à tarde pretendo ir ao jogo do Chelsea e no domingo à tarde vou ao Barbican Hall assistir a orquestra do Concertgebouw, tendo só a segunda feira completamente livre).
Ainda estou um pouco dolorido do domingo, quando fui fazer um programa suíço: esquiar. Não sei se as dores são do esforço que tive que fazer ou do número de quedas que tive. Não que tenha ido mal, pois foi a primeira vez que esquiei em mais de 5 anos e da outra vez, não tinha passado de uma pequena aula em que achava não tinha aprendido muito. Mas acho que aquela experiência foi válida, pois logo que comecei a esquiar aqui, consegui descer pista de iniciantes sem problemas. Tive um pouco de problemas no começo para subir essa pista com o lift, mas logo aprendi. Acho que é melhor eu voltar um pouco na história pois já estou pulando partes interessantes.
Tinha combinado com o Bruno de ir esquiar no domingo. Tinha, também, chamado um americano da minha sala de alemão para ir pois ele não tinha planos para o fim de semana. Então, no sábado à noite, combinei com eles de ir esquiar em Malbun, Liechtenstein. O trem saia às 8h03 e, portanto, nos encontramos as 10 para as 8 na estação. Os dois já sabiam esquiar e andar de snowboard bem, mas decidiram me acompanhar e me dar algumas dicas no começo. A viagem até a estação de esqui é um pouco longa, mas válida pois esquiar ali é mais barato que na Suíça (uma estação de esqui mais próxima estaria à meia hora a menos do que essa que eu fui). Chegamos por volta das 10 horas na estação que fica muito mais alto do que aquele lugar que eu fui a pé em Vaduz. Ali é o começo dos Alpes, mas apesar de não ser um local muito famoso, é muito bonito. Além é claro do dia. O dia estava muito bom, acho que não podia estar melhor. Com muito sol e bem quente para a altitude e quantidade de neve no local em que estávamos (acredito que tenha chegado a mais de 10 graus positivos).
Quando fui alugar os equipamentos, tive que alugar, além dos esquis e bota, uma luva para esquiar e um goggle, que era grande o bastante para eu colocar em cima dos óculos (eu estava achando um pouco desnecessário, mas no fim do dia aço que esses acessórios acabaram me salvando). Como já disse, fui para a pista de iniciantes e esta parecia, à primeira vista, bem inclinada, mas não estava com nenhum pouco de medo e logo resolvi descer. Lembrava que para me controlar, tinha que fazer um movimento fechar as pernas, fazendo com que a parte frontal dos esquis se encontrassem. E isso deu bastante certo nesse começo, já que após duas descidas comigo, meus amigos foram para uma pista mais difícil e eu continuei ali junto com as criancinhas de 5 anos de idade (é engraçado como elas aprendem a esquiar cedo, mais ou menos como no Brasil as crianças começam a jogar bola cedo). Mas logo, eu já estava esquiando tão bem quanto elas e até o horário em que combinamos de nos encontrar para almoçar, desci essa pista mais de dez vezes. Era uma e meia da tarde quando nos encontramos e fui aprovado para tentar uma pista mais difícil depois desse lanche. Para se ter uma idéia do calor, conseguimos almoçar do lado externo do restaurante sem os casacos (um pouco também graças à quantidade de energia gasta e acumulada na forma de suor por baixo da blusa, que encharcava minha camiseta).
Assim, passei da pista verde para as azuis. Para chegar lá, era necessário pegar um teleférico maior, do qual se tem uma vista muito bonita e se chega num lugar to bonito quanto. Porém, para sair desse teleférico, é necessário sair esquiando e é claro que, na primeira vez, não consegui sair totalmente em pé. Ali sim começou a diversão. O que é andar de esqui e não cair? Qual a graça? Era uma pista relativamente grande e com grandes descidas, nas quais eu sempre ia caindo, muitas vezes de formas bem engraçadas. Mas, de acordo com meu amigo, tinha que continuar ali, pois não tinha mais o que aprender na pista de iniciantes. Ia tentando fazer as curvas, mas logo que ganhava alguma velocidade me jogava pois tinha medo de perder o controle. Não era exatamente um medo consciente, mas uma espécie de ato inconsciente de auto preservação. Cair não é tão ruim, o problema é levantar. Você tem que se levantar com aquelas coisas gigantes no seu pé que não param de escorregar, num lugar em que, normalmente, já seria complicado ficar em pé. Pior ainda era quando se caia e o esqui saia do seu pé. Era muito complicado colocá-lo de volta no meio da descida. Acho que levantar, não cair, foi o motivo do meu cansaço até hoje. Mas, de qualquer maneira, foi um ótimo dia, com muita diversão.
Na volta, estávamos exaustos, mas graças a um ônibus que perdemos por questão de segundos esperamos até as 7 horas e pudemos voltar de graça para St. Gallen (íamos pagar a passagem que era só 10 francos). Não me lembro de outro dia em que estivesse tão cansado desde que cheguei aqui. Tanto que fui dormir bem cedo.
No dia seguinte, segunda-feira, estava muito cansado, mas, como um bom aluno, fui até a minha aula. Depois de lá, ia descendo com o Bruno para voltarmos para o apartamento passando pelo supermercado, quando vi o cartaz de um show que seria naquele dia que estava com muita vontade de ir. Era o show do Al Di Meola, um violonista de um jazz moderno, que é um dos melhores do mundo no seu gênero. Assim, passamos no correio, que vendia os ingressos e compramos, mesmo gastando uma boa quantidade de dinheiro. No final, valeu à pena, pois o show foi muito bom, na sala de concertos da cidade. Ele foi acompanhado de um pequeno grupo, composto por um percursionista, um outro violonista e um acordeonista. Tinha bastante o que fazer, por isso, depois do show (por volta das 10 horas), voltei direto para casa, não indo para o bar em que toda segunda-feira acontece o “meeting point”, um evento da faculdade para unir as pessoas, no qual há algum tipo de música ao vivo. Também, depois do Al Di Meola, ver um sjow de uma banda de garagem não seria muito bom, não? Já que minha geladeira estava reabastecida do momento em que fui ao supermercado, pude voltar para casa e comer algo que tinha aqui.
Hoje tive muitas aulas como toda terça-feira, mas fui também até a reunião sobre golfe da universidade. A apresentação foi feita em alemão, porém pude entender um pouco e depois esclarecer minhas dúvidas perguntando em inglês. No fim, tenho duas opções aqui: ou conseguir um grupo de mais duas pessoas mais ou menos do meu nível, para ter aulas, ou simplesmente me associar à associação de golfe da universidade e esperar pelos eventos que aconteçam para poder participar. Acho que a segunda opção provavelmente vou realizar, com a primeira condicionada a formação de um gripo para ter aulas comigo. Parece que o maior campo de golfe da Suíça fica aqui perto que não é muito caro para os alunos da faculdade que estão nessa associação. Já que logo vai esquentar, vou tentar jogar golfe aqui, já que não vai dar mais para esquiar (pretendo ir mais uma vez ainda)
quinta-feira, 5 de março de 2009
International Dinner
É verdade, eu me confundi na tradução e na verdade Lyon fez parte a algum tempo da Gália Romana e não da Galícia como havia dito anteriormente.
Encontrei uma matéria interessante da Der Spiegel, a revista mais importante alemã, que explica bem o que eu sempre quis dizer sobre Berlim e porque eu gosto tanto de lá (resumindo: Berlim é uma capital cultural, mas não financeira). O link: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/03/05/ult2682u1095.jhtm
Sobre minha semana: depois de descansar da viagem, tinha que me preparar para o international dinner que foi na quarta-feira. Como ninguém além do Strike (que sugeriu pamonha, mas o problema é que aqui não tem milho) me deu nenhuma sugestão sobre o que cozinhar eu tive que escolher por conta. Estava procurando por algo fácil de se cozinhar e de se comer, já que não sabia como ia ser o jantar. Na verdade, já tinha me reunido com os brasileiros para escolher o que fazer e alguns haviam sugerido arroz com feijão. Para mim, acho que, apesar de ser um prato do cotidiano brasileiro, não tem nada de muito especial, já que a maioria dos povos tem como costume alguma coisa parecida com isso. No final, acabei junto com meu amigo Bruno, concordando em fazer pastel, apesar de saber que não se trata de uma comida originalmente brasileira (mas eu sei que quando os estrangeiros vão ao Brasil, adoram ir aos botecos comer pastel e coxinha). Assim, procurei uma receita na internet e aproveitei minha segunda feira vazia para fazer um teste para ver como me saia. Tive que ir ao supermercado comprar os materiais (como a caríssima carne moída, 300 gramas por 6 francos ou 12 reais) e os acessórios (como um rolo de macarrão). A receita foi retirada desse site: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/8645-pastel.html. Para os que leram a receita, perceberam que há um ingrediente que não é tão simples de se conseguir aqui: cachaça (na verdade tem em todo lugar, o problema é o preço: 25 francos por uma garrafa de 51). Para resolver esse problema usei o “jeitinho brasileiro” e substitui a cachaça por vodka (acho que para a receita é a mesma coisa, o álcool que conta). Depois de amassar exaustivamente, consegui uma massa compacta e não grudenta que depois tive que esticar, na minha mesa de estudo, muito bem limpa, para poder dar formato aos pastéis. Não sei se era a vontade, mas ficaram realmente bons, tanto que fui até levar para o Bruno que estava no apartamento dele comer para certificar que não era só a satisfação da minha vontade, tanto de comer quanto de que o produto do meu trabalho estivessem bons. Ele aprovou e ajudou a convencer os outros de que fazer pastel era uma boa idéia (eles argumentavam que pastel frio não era bom, mas acho que arroz com feijão frio deve ser pior). Na verdade, essa primeira receita não tinha ficado muito boa porque não havia esticado a massa direito e ela ficou um pouco grossa.
No dia seguinte tive muitas aulas, mas na hora do almoço um encontro com os brasileiros para planejar a logística e atribuições individuais para o jantar. Acabei ficando, com o Bruno, responsável pelo pastel (os outros iam fazer arroz, feijão, pão de queijo. brigadeiro e caipirinha).
Na quarta-feira usei o resto da farinha que tinha para fazer uma receita de massa de pastel, mas achava que precisava de mais, então saí com o Bruno pra comprar mais (a carne acabou não precisando porque sobrou do outro dia). Enquanto esticava minha parte da massa e ia fazendo pasteizinhos, o Bruno ia fazendo mais uma receita para que tivéssemos bastante. Depois que vi outra pessoa sem prática cozinhando, percebi que tenho certa facilidade na cozinha porque a massa dele não ficou boa, precisando ser jogada fora. Mas, acho que só uma porção foi suficiente porque deu aproximadamente 25 pastéis pequenos. Após fritarmos e nos arrumarmos, encontramos com os outros do prédio que iriam para o jantar (fomos de bonde).
O jantar/festa, foi bastante bom porque agora eu já estava mais enturmado com o pessoal e conseguia conversar com bastante gente. Logo que foi dada a permissão para se começar a comer, os pastéis já acabaram (duraram talvez 5 minutos, o que talvez reflete a qualidade dele, ou sendo mais pessimista, a fome das pessoas). Uma coisa que percebi, que é meio que um estereótipo da cultura culinária brasileira, é que os brasileiros gostam de fartura. Enquanto cada país tinha levado um prato e acomodado em uma grande mesa, os brasileiros precisaram de uma mesa só para eles (na verdade uma pontinha ficou para os colombianos). E a comida brasileira, no geral, fez bastante sucesso, pois essa mesa estava sempre cheia (talvez por forte influencia da caipirinha). Experimentei algumas comidas, mas nada de mais. Gostei de um prato tailandês e de um doce que é de algum país nórdico. Fiquei até quase o final do jantar quando as pessoas rumavam para um bar/balada para onde todos iriam. Até estava com um pouco de vontade de ir, mas o preço, 10 francos e o cansaço, me fizeram pensar que era melhor voltar para casa.
Hoje tive aula de alemão e fiquei estudando um pouco para as outras matérias. Além disso, tive que comprar os livros para a aula de alemão, o que foi um dispêndio considerável. Quando senti fome, decidi cozinhar minha janta que hoje, ficou realmente boa. Fiz um macarrão com molho de tomates, porém fritando alhos com azeite e tomates de verdade para por no molho comprado pronto. Pus também alguns pedaços de mussarela fresca no molho quando estava quase pronto, fazendo com que derretesse parcialmente. O resultado foi um macarrão delicioso, melhor do que de muitos restaurantes.
Ainda não consegui ver e selecionar as fotos de Lyon para por aqui, já que foram muitas (mais de 300).
Encontrei uma matéria interessante da Der Spiegel, a revista mais importante alemã, que explica bem o que eu sempre quis dizer sobre Berlim e porque eu gosto tanto de lá (resumindo: Berlim é uma capital cultural, mas não financeira). O link: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/03/05/ult2682u1095.jhtm
Sobre minha semana: depois de descansar da viagem, tinha que me preparar para o international dinner que foi na quarta-feira. Como ninguém além do Strike (que sugeriu pamonha, mas o problema é que aqui não tem milho) me deu nenhuma sugestão sobre o que cozinhar eu tive que escolher por conta. Estava procurando por algo fácil de se cozinhar e de se comer, já que não sabia como ia ser o jantar. Na verdade, já tinha me reunido com os brasileiros para escolher o que fazer e alguns haviam sugerido arroz com feijão. Para mim, acho que, apesar de ser um prato do cotidiano brasileiro, não tem nada de muito especial, já que a maioria dos povos tem como costume alguma coisa parecida com isso. No final, acabei junto com meu amigo Bruno, concordando em fazer pastel, apesar de saber que não se trata de uma comida originalmente brasileira (mas eu sei que quando os estrangeiros vão ao Brasil, adoram ir aos botecos comer pastel e coxinha). Assim, procurei uma receita na internet e aproveitei minha segunda feira vazia para fazer um teste para ver como me saia. Tive que ir ao supermercado comprar os materiais (como a caríssima carne moída, 300 gramas por 6 francos ou 12 reais) e os acessórios (como um rolo de macarrão). A receita foi retirada desse site: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/8645-pastel.html. Para os que leram a receita, perceberam que há um ingrediente que não é tão simples de se conseguir aqui: cachaça (na verdade tem em todo lugar, o problema é o preço: 25 francos por uma garrafa de 51). Para resolver esse problema usei o “jeitinho brasileiro” e substitui a cachaça por vodka (acho que para a receita é a mesma coisa, o álcool que conta). Depois de amassar exaustivamente, consegui uma massa compacta e não grudenta que depois tive que esticar, na minha mesa de estudo, muito bem limpa, para poder dar formato aos pastéis. Não sei se era a vontade, mas ficaram realmente bons, tanto que fui até levar para o Bruno que estava no apartamento dele comer para certificar que não era só a satisfação da minha vontade, tanto de comer quanto de que o produto do meu trabalho estivessem bons. Ele aprovou e ajudou a convencer os outros de que fazer pastel era uma boa idéia (eles argumentavam que pastel frio não era bom, mas acho que arroz com feijão frio deve ser pior). Na verdade, essa primeira receita não tinha ficado muito boa porque não havia esticado a massa direito e ela ficou um pouco grossa.
No dia seguinte tive muitas aulas, mas na hora do almoço um encontro com os brasileiros para planejar a logística e atribuições individuais para o jantar. Acabei ficando, com o Bruno, responsável pelo pastel (os outros iam fazer arroz, feijão, pão de queijo. brigadeiro e caipirinha).
Na quarta-feira usei o resto da farinha que tinha para fazer uma receita de massa de pastel, mas achava que precisava de mais, então saí com o Bruno pra comprar mais (a carne acabou não precisando porque sobrou do outro dia). Enquanto esticava minha parte da massa e ia fazendo pasteizinhos, o Bruno ia fazendo mais uma receita para que tivéssemos bastante. Depois que vi outra pessoa sem prática cozinhando, percebi que tenho certa facilidade na cozinha porque a massa dele não ficou boa, precisando ser jogada fora. Mas, acho que só uma porção foi suficiente porque deu aproximadamente 25 pastéis pequenos. Após fritarmos e nos arrumarmos, encontramos com os outros do prédio que iriam para o jantar (fomos de bonde).
O jantar/festa, foi bastante bom porque agora eu já estava mais enturmado com o pessoal e conseguia conversar com bastante gente. Logo que foi dada a permissão para se começar a comer, os pastéis já acabaram (duraram talvez 5 minutos, o que talvez reflete a qualidade dele, ou sendo mais pessimista, a fome das pessoas). Uma coisa que percebi, que é meio que um estereótipo da cultura culinária brasileira, é que os brasileiros gostam de fartura. Enquanto cada país tinha levado um prato e acomodado em uma grande mesa, os brasileiros precisaram de uma mesa só para eles (na verdade uma pontinha ficou para os colombianos). E a comida brasileira, no geral, fez bastante sucesso, pois essa mesa estava sempre cheia (talvez por forte influencia da caipirinha). Experimentei algumas comidas, mas nada de mais. Gostei de um prato tailandês e de um doce que é de algum país nórdico. Fiquei até quase o final do jantar quando as pessoas rumavam para um bar/balada para onde todos iriam. Até estava com um pouco de vontade de ir, mas o preço, 10 francos e o cansaço, me fizeram pensar que era melhor voltar para casa.
Hoje tive aula de alemão e fiquei estudando um pouco para as outras matérias. Além disso, tive que comprar os livros para a aula de alemão, o que foi um dispêndio considerável. Quando senti fome, decidi cozinhar minha janta que hoje, ficou realmente boa. Fiz um macarrão com molho de tomates, porém fritando alhos com azeite e tomates de verdade para por no molho comprado pronto. Pus também alguns pedaços de mussarela fresca no molho quando estava quase pronto, fazendo com que derretesse parcialmente. O resultado foi um macarrão delicioso, melhor do que de muitos restaurantes.
Ainda não consegui ver e selecionar as fotos de Lyon para por aqui, já que foram muitas (mais de 300).
segunda-feira, 2 de março de 2009
Lyon
Primeiro, gostaria de agradecer as dicas dos tios da Carol, Missae e Jorge, que foram muito úteis em Lyon, já que tinha muita coisa para se fazer lá e elas me ajudaram a decidir o que fazer. Depois, Marcão, além da famosa praça de Berlim, eu também fui para Potsdam, que é uma pequena cidade perto de Berlim (ver dia 18 de janeiro).
Agora, à viagem. Começou na sexta-feira a noite, quando o meu amigo canadense, Manu, veio aqui para comermos a carne que havíamos comprado em Konstanz, a fim de nos alimentarmos bem para a longa jornada que enfrentaríamos. Ficou razoavelmente boa, pois ela acabou sendo um pouco cozida por dentro e não frita, já que era um bife bastante alto e que, graças ao estranho funcionamento do fogão elétrico que demora para esquentar e quando esquenta, esquenta muito, só havia sido frito por fora. Assim, tive que tirar a carne da panela e cortá-la ao meio para que o interior não ficasse cru. Além disso, descobri que uma das bocas do fogão não está funcionando bem já que o arroz não ficava pronto nunca e assim que a troquei, logo ele ficou pronto. Mas pelo menos, foi a primeira carne de verdade que comi em dois meses e assim, não havia como ficar ruim.
Fomos para a estação por volta das nove e meia e pegamos o trem em direção a Lausanne, que fica na parte francesa da Suíça (mais ou menos três horas de viagem até lá). A viagem foi tranqüila, mas quando estava quase dormindo, chegando em Zurique, tivemos que fazer uma mudança inesperada de trem que atrapalhou bastante meus planos de dormir. Esse imprevisto também quase nos fez perder o trem de Lausanne para Genebra, fazendo com que tivéssemos que correr na estação (a 1 e meia da manhã). Por volta das duas e meia da manhã, chegamos em Genebra, onde tínhamos que esperar até quase seis horas quando sairia o trem para Lyon. Não foi uma noite tranqüila, pois a estação de trem de Genebra é bem estranha, com pessoas bem estranhas, bem diferentes das que estamos acostumadas na parte alemã da Suíça (certamente devido a influencia francesa, que tem enfrentado a algum tempo problemas com a imigração vinda de suas antigas colônias, como a Algéria). Porém, pelo menos não estava muito frio lá e conseguimos agüentar acordados até o horário do trem. Por volta das cinco e meia, fomos comprar os bilhetes para Lyon, que entretanto eram mais caros do que a empresa de trem havia me informado anteriormente (mas tudo bem já que não era absurdamente mais caro). Nesse trecho da viagem, dormi profundamente às duas horas disponíveis.
Chegando em Lyon às 8 da manhã, estava muito frio, talvez pelo calor concentrado no corpo das horas dormidas. Na verdade, eu havia achado estranha a previsão do tempo para Lyon que falava em -3 pela manhã e 12 positivos à tarde. Mas foi exatamente o que aconteceu, muito frio de amanhã e um belo dia de sol à tarde. Bom, tomamos um café quente na estação para ver se esquentávamos e fomos em busca de um ticket para turistas que se vende em Lyon, que permite ingressar em diversos museus sem pagar além de uso livre do sistema de transporte público. Porém, o local que haviam nos informado que vendia isso, só abria às nove horas e, assim, fomos para um shopping que ficava no outro lado da rua para darmos uma volta enquanto esperávamos. Lá, meu amigo queria planejar tudo o que faríamos durante o dia, mas esse não é meu jeito de viajar, por isso, rapidamente, fiz um pequeno planejamento e continuei a andar dentro do shopping. Estava tudo fechado ainda, porém, encontramos um Carrefour que estava aberto e ficamos um bom tempo lá vendo as coisas lá (acabei comprando missoshiro lá). Quando saímos de lá, o shopping já estava aberto e pude ir até a Fnac onde fiquei um pouco lá (na verdade bem pouco).
Fomos até o local indicado para se comprar o ticket, porém, chegando lá, descobrimos que tínhamos que ir para outro lugar. Assim, tivemos que comprar um passe de uma viagem de metro para irmos até essa central de atendimento de turistas. Ela fica numa praça bem grande e central de Lyon, onde pudemos pela primeira vez, apreciar o belo dia que fazia, como já mencionei. Compramos os tickets e fomos em direção ao albergue que não era longe dali. Na verdade, não era realmente longe, porém ficava num morro bem grande que tivemos que subir (fica perto do teatro romano que está bem no alto desse morro). Chegando lá, fizemos o check-in e deixamos nossa bagagem lá para depois descer e explorar a cidade. Aproveitando o passe, decidimos ir para os museus da cidade. Primeiro o Museu de Belas Artes que ficava perto da ópera e tinha muitos quadros interessantes (na maioria franceses, Monets, Renoirs...), além de uma boa seção histórica com múmias e objetos gregos e romanos. Na entrada do museu, havia uma praça bem grande onde havia muitas pessoas tomando cafés em mesinhas para aproveitar o sol, o que pareceu para mim, ser o primeiro dia de calor do ano. Ali, percebi que estava na França, do modo como vemos nos filmes (é claro que parei para tomar um café ali também).
Depois, fomos até a casa dos irmãos Lumiere, que hoje é um museu e foi onde foi feita a primeira exibição de um filme. Até que foi bem interessante ver como eram os primeiros projetores e seu funcionamento. A seguir, já bem cansados, decidimos ir para o museu romano da cidade que fica no alto do morro e perto do teatro romano. Para isso, pegamos uma espécie de bonde que faz esse caminho. O museu é sobre a Galícia romana que era essa parte do império romano onde estávamos (há dois mil anos atrás). Meu amigo gosta muito dessas coisas romanas e ficou um bom tempo vendo tudo no museu, mas eu estava bem cansado e fiquei esperando por ele no final após uma rápida olhada por tudo (na verdade não achei muito interessante porque era só um monte de pedras com escrituras em latim, que diziam várias coisas sobre a vida daquele povo). Mas depois, fomos para as ruínas do teatro romano que era bem bonito e fiquei ali algum tempo imaginando como era a dois mil anos atrás, além de apreciar a bela vista para a cidade.
Depois, decidi ir aproveitar o pouco tempo em que as lojas da cidade ainda estavam abertas para procurar algo para comprar, enquanto meu amigo decidiu ir para o albergue. Fui para o shopping perto da estação e fiquei mais algum tempo na Fnac e fui nas Galerias Lafayette onde não encontrei nada de mais e acabei não comprando nada. Havíamos combinado de nos encontrarmos depois para jantarmos num restaurante típico de Lyon. São os chamados “bouchons”, restaurantes bem pequenos que servem pratos típicos da região e são bastante simpáticos. O que tínhamos combinado de ir estava bastante vazio por isso decidi mudar de escolha já que não confio em restaurantes muito vazios. Encontramos um que estava cheio e esperamos uns cinco minutos até conseguirmos nossa mesa. Ali, comi ótimas comidas, começando por uma sopa de cebola à moda francesa, seguida de um prato de pato com molho de vinho tinto. Depois foi servida uma espécie de digestivo de queijo, que é um queijo branco leve e frio com alguns temperos, parecido com um cream-cheese, que é comido puro, sem pão. De sobremesa comi um pedaço de torta de limão que também estava boa. Estava bem cansado ao final do dia, tanto que apesar da vontade, não consegui dar mais uma volta na cidade antes de voltar para o albergue. Chegando lá, precisava usar o computador para checar a viagem de volta, mas o computador público do albergue não estava funcionando e não havia levado o meu. Assim, tive que pedir para uma das pessoas que estava usando o seu computador lá e adivinha de onde eram... (não, não eram da Namíbia! rs.) Eram da maior praga da Europa, brasileiros!! Eram cariocas que estavam estudando na França e logo me emprestaram o computador. Depois disso, estava morto e fui para o quarto dormir (quanto ao albergue, era bastante bom, com quartos não muito grande e limpos além de uma bela vista para a cidade).
Dormi realmente muito bem, pois só acordei quando era o horário limite para se acordar, dez horas da manhã. Logo arrumei minhas coisas e saí em direção a igreja de Fourvière que fica no alto do morro, próximo às coisas romanas. Fiquei lá algum tempo observando a construção, mas não deu muito para explorar o interior porque estava tendo uma missa. Depois decidi ir dar uma volta na parte antiga da cidade, onde encontramos uma feira de rua, na qual caminhamos enquanto observávamos as comidas da região. Acabei comprando um queijo que é tradicional de lá. Depois, já era hora do almoço e sentamos num restaurante que parecia bom e razoavelmente barato. Vi algumas pessoas comendo marisco e decidi que era isso que iria comer. Pedi o menu de frutos do mar que só era 2 euros mais caro que o menu normal, onde comi uma salada com salmão defumado e mariscos, depois mariscos cozidos com cebola e vinho branco e de sobremesa um mousse de chocolate. Estava tudo muito bom, mas o problema foi a demora, que fez com que eu perdesse o trem que havia planejado para ir para Genebra (meu amigo não voltaria comigo, pois ficaria mais algum tempo em Lyon e depois iria para Basel encontrar com outros colegas, para festejar o fim do carnaval numa festa característica daquela cidade). Consegui pegar o trem seguinte, que entretanto, não ia direto para Genebra, tendo uma pequena parada numa pequena cidade francesa. Fiquei com um pouco de medo de pegar o trem errado pois não entendia nada que estava escrito em francês ali, mas no final deu tudo certo (nessa viagem percebi com meu alemão está bom, pois em todos os lugares que fui em que se falava alemão conseguia me virar até que bem). A viagem até St. Gallen foi tranqüila porém cansativa, chegando por volta das onze e meia da noite.
Agora, à viagem. Começou na sexta-feira a noite, quando o meu amigo canadense, Manu, veio aqui para comermos a carne que havíamos comprado em Konstanz, a fim de nos alimentarmos bem para a longa jornada que enfrentaríamos. Ficou razoavelmente boa, pois ela acabou sendo um pouco cozida por dentro e não frita, já que era um bife bastante alto e que, graças ao estranho funcionamento do fogão elétrico que demora para esquentar e quando esquenta, esquenta muito, só havia sido frito por fora. Assim, tive que tirar a carne da panela e cortá-la ao meio para que o interior não ficasse cru. Além disso, descobri que uma das bocas do fogão não está funcionando bem já que o arroz não ficava pronto nunca e assim que a troquei, logo ele ficou pronto. Mas pelo menos, foi a primeira carne de verdade que comi em dois meses e assim, não havia como ficar ruim.
Fomos para a estação por volta das nove e meia e pegamos o trem em direção a Lausanne, que fica na parte francesa da Suíça (mais ou menos três horas de viagem até lá). A viagem foi tranqüila, mas quando estava quase dormindo, chegando em Zurique, tivemos que fazer uma mudança inesperada de trem que atrapalhou bastante meus planos de dormir. Esse imprevisto também quase nos fez perder o trem de Lausanne para Genebra, fazendo com que tivéssemos que correr na estação (a 1 e meia da manhã). Por volta das duas e meia da manhã, chegamos em Genebra, onde tínhamos que esperar até quase seis horas quando sairia o trem para Lyon. Não foi uma noite tranqüila, pois a estação de trem de Genebra é bem estranha, com pessoas bem estranhas, bem diferentes das que estamos acostumadas na parte alemã da Suíça (certamente devido a influencia francesa, que tem enfrentado a algum tempo problemas com a imigração vinda de suas antigas colônias, como a Algéria). Porém, pelo menos não estava muito frio lá e conseguimos agüentar acordados até o horário do trem. Por volta das cinco e meia, fomos comprar os bilhetes para Lyon, que entretanto eram mais caros do que a empresa de trem havia me informado anteriormente (mas tudo bem já que não era absurdamente mais caro). Nesse trecho da viagem, dormi profundamente às duas horas disponíveis.
Chegando em Lyon às 8 da manhã, estava muito frio, talvez pelo calor concentrado no corpo das horas dormidas. Na verdade, eu havia achado estranha a previsão do tempo para Lyon que falava em -3 pela manhã e 12 positivos à tarde. Mas foi exatamente o que aconteceu, muito frio de amanhã e um belo dia de sol à tarde. Bom, tomamos um café quente na estação para ver se esquentávamos e fomos em busca de um ticket para turistas que se vende em Lyon, que permite ingressar em diversos museus sem pagar além de uso livre do sistema de transporte público. Porém, o local que haviam nos informado que vendia isso, só abria às nove horas e, assim, fomos para um shopping que ficava no outro lado da rua para darmos uma volta enquanto esperávamos. Lá, meu amigo queria planejar tudo o que faríamos durante o dia, mas esse não é meu jeito de viajar, por isso, rapidamente, fiz um pequeno planejamento e continuei a andar dentro do shopping. Estava tudo fechado ainda, porém, encontramos um Carrefour que estava aberto e ficamos um bom tempo lá vendo as coisas lá (acabei comprando missoshiro lá). Quando saímos de lá, o shopping já estava aberto e pude ir até a Fnac onde fiquei um pouco lá (na verdade bem pouco).
Fomos até o local indicado para se comprar o ticket, porém, chegando lá, descobrimos que tínhamos que ir para outro lugar. Assim, tivemos que comprar um passe de uma viagem de metro para irmos até essa central de atendimento de turistas. Ela fica numa praça bem grande e central de Lyon, onde pudemos pela primeira vez, apreciar o belo dia que fazia, como já mencionei. Compramos os tickets e fomos em direção ao albergue que não era longe dali. Na verdade, não era realmente longe, porém ficava num morro bem grande que tivemos que subir (fica perto do teatro romano que está bem no alto desse morro). Chegando lá, fizemos o check-in e deixamos nossa bagagem lá para depois descer e explorar a cidade. Aproveitando o passe, decidimos ir para os museus da cidade. Primeiro o Museu de Belas Artes que ficava perto da ópera e tinha muitos quadros interessantes (na maioria franceses, Monets, Renoirs...), além de uma boa seção histórica com múmias e objetos gregos e romanos. Na entrada do museu, havia uma praça bem grande onde havia muitas pessoas tomando cafés em mesinhas para aproveitar o sol, o que pareceu para mim, ser o primeiro dia de calor do ano. Ali, percebi que estava na França, do modo como vemos nos filmes (é claro que parei para tomar um café ali também).
Depois, fomos até a casa dos irmãos Lumiere, que hoje é um museu e foi onde foi feita a primeira exibição de um filme. Até que foi bem interessante ver como eram os primeiros projetores e seu funcionamento. A seguir, já bem cansados, decidimos ir para o museu romano da cidade que fica no alto do morro e perto do teatro romano. Para isso, pegamos uma espécie de bonde que faz esse caminho. O museu é sobre a Galícia romana que era essa parte do império romano onde estávamos (há dois mil anos atrás). Meu amigo gosta muito dessas coisas romanas e ficou um bom tempo vendo tudo no museu, mas eu estava bem cansado e fiquei esperando por ele no final após uma rápida olhada por tudo (na verdade não achei muito interessante porque era só um monte de pedras com escrituras em latim, que diziam várias coisas sobre a vida daquele povo). Mas depois, fomos para as ruínas do teatro romano que era bem bonito e fiquei ali algum tempo imaginando como era a dois mil anos atrás, além de apreciar a bela vista para a cidade.
Depois, decidi ir aproveitar o pouco tempo em que as lojas da cidade ainda estavam abertas para procurar algo para comprar, enquanto meu amigo decidiu ir para o albergue. Fui para o shopping perto da estação e fiquei mais algum tempo na Fnac e fui nas Galerias Lafayette onde não encontrei nada de mais e acabei não comprando nada. Havíamos combinado de nos encontrarmos depois para jantarmos num restaurante típico de Lyon. São os chamados “bouchons”, restaurantes bem pequenos que servem pratos típicos da região e são bastante simpáticos. O que tínhamos combinado de ir estava bastante vazio por isso decidi mudar de escolha já que não confio em restaurantes muito vazios. Encontramos um que estava cheio e esperamos uns cinco minutos até conseguirmos nossa mesa. Ali, comi ótimas comidas, começando por uma sopa de cebola à moda francesa, seguida de um prato de pato com molho de vinho tinto. Depois foi servida uma espécie de digestivo de queijo, que é um queijo branco leve e frio com alguns temperos, parecido com um cream-cheese, que é comido puro, sem pão. De sobremesa comi um pedaço de torta de limão que também estava boa. Estava bem cansado ao final do dia, tanto que apesar da vontade, não consegui dar mais uma volta na cidade antes de voltar para o albergue. Chegando lá, precisava usar o computador para checar a viagem de volta, mas o computador público do albergue não estava funcionando e não havia levado o meu. Assim, tive que pedir para uma das pessoas que estava usando o seu computador lá e adivinha de onde eram... (não, não eram da Namíbia! rs.) Eram da maior praga da Europa, brasileiros!! Eram cariocas que estavam estudando na França e logo me emprestaram o computador. Depois disso, estava morto e fui para o quarto dormir (quanto ao albergue, era bastante bom, com quartos não muito grande e limpos além de uma bela vista para a cidade).
Dormi realmente muito bem, pois só acordei quando era o horário limite para se acordar, dez horas da manhã. Logo arrumei minhas coisas e saí em direção a igreja de Fourvière que fica no alto do morro, próximo às coisas romanas. Fiquei lá algum tempo observando a construção, mas não deu muito para explorar o interior porque estava tendo uma missa. Depois decidi ir dar uma volta na parte antiga da cidade, onde encontramos uma feira de rua, na qual caminhamos enquanto observávamos as comidas da região. Acabei comprando um queijo que é tradicional de lá. Depois, já era hora do almoço e sentamos num restaurante que parecia bom e razoavelmente barato. Vi algumas pessoas comendo marisco e decidi que era isso que iria comer. Pedi o menu de frutos do mar que só era 2 euros mais caro que o menu normal, onde comi uma salada com salmão defumado e mariscos, depois mariscos cozidos com cebola e vinho branco e de sobremesa um mousse de chocolate. Estava tudo muito bom, mas o problema foi a demora, que fez com que eu perdesse o trem que havia planejado para ir para Genebra (meu amigo não voltaria comigo, pois ficaria mais algum tempo em Lyon e depois iria para Basel encontrar com outros colegas, para festejar o fim do carnaval numa festa característica daquela cidade). Consegui pegar o trem seguinte, que entretanto, não ia direto para Genebra, tendo uma pequena parada numa pequena cidade francesa. Fiquei com um pouco de medo de pegar o trem errado pois não entendia nada que estava escrito em francês ali, mas no final deu tudo certo (nessa viagem percebi com meu alemão está bom, pois em todos os lugares que fui em que se falava alemão conseguia me virar até que bem). A viagem até St. Gallen foi tranqüila porém cansativa, chegando por volta das onze e meia da noite.
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