terça-feira, 19 de janeiro de 2010

De volta para Cusco

Ola! Sobrevivemos a trilha inca! Chegamos ontem a noite de volta a Cusco exaustissimos, porem felizes e vivos. A trilha foi bastante legal, mas bastante cansativa. Infelizmente choveu muito em Machu Pichu ontem quando estavamos la e nao pudemos aproveitar muito. Nao vou escrever detalhadamente agora, porque temos algumas coisas para fazer ainda hoje. Quem sabe mas tarde hoje, antes de sair para viajar de novo conto melhor como foi. Até!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cusco 2

Ola! Nao tenho muito o que falar hoje, porque ficamos os dois ultimos dias passeando por Cusco, visitando ruinas incas e nos preparando para a trilha. Ontem passeamos pela manha pela cidade e almocamos alpaca. A carne desse animal é muito boa, sendo bem leve. Depois voltamos ao hotel para esperar o guia da agencia que nbos explicaria as coisas sobre a trilha. Agora sabemos bem mais sobre ela e estamos nos últimos preparativos. Depois disso, partimos para o passeio por algumas ruinas proximas de Cusco. Tomamos um taxi e chegamos até as ruínas de Tambomachay e Puca Pucara, a cerca de 8 km da cidade. Tratam-se de construcoes impressionantes, comparaveis a fortalezas medievais europeias. De lá, voltamos andando até a Sacsahuaman, que é uma ruína bem proxima da cidade e que é bem grande e divertida, contando com uma vista belissima da cidade. De la tomamos um taxi até a cidade onde acertamos com o taxista para nos levar para um passeio no Valle Sagrado, que possui algumas ruinas um pouco mais distantes de Cusco. Preferimos pagar um pouquinho a mais e ir com um taxi, do que ir com um onibus e fazer uma excursao, que normalmente sao bem mais chatas. No final acabou valendo bastante a pena, ja que o taxista ficou a nossa disposicao durante todo o dis, desde as 7 e meia da manha até as 5 e meia da tarde. As ruínas foram bem legais, alem do lugar que ele nos levou para almocar. Nao tem como descreve-las, é preciso olhar as fotos depois.Além desse passeio, assim que chegamos a cidade ele nos levou a uma fabrica de blusas e de la de alpaca e vicucha, na qual apredendemos as diferencas entre os animais e suas las. Acabei comprando uma blusa de la de alpaca, porque ele pode ser necessaria durante a trilha.
Bom, com o inicio da trilha amanha, vou ficar incomunicavel por quatro dias, até a segunda-feira a noite. Tomara que possamos aguentar os 4o e pouco quilometros de caminhada, com o frio e a chuva que estao por vir. Logo que voltar, ao menos mando sinal de vida aqui. Até!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Cusco

Ola de novo! Ja chegamos em Cusco apos uma longa viagem durante todo o dia. Saimos de Copacabana ainda pela manha e so chegamos apos o anoitecer aqui, ja no Peru. A travessia da fronteira foi bem tranquila, mostrando que existe uma infra-estrutura mais adequada do que na Bolivia. O problema sao os onibus e o modo pelo qual as passagens sao vendidas. Compramos a nossa passagem ontem a tarde em Copacabana, numa rua cheia de agencias de viagem que ficam vendendo-nas. Logo, descobrimos que todas vendem as passagens para o mesmo onibus, mas podendo cobrar precos diferentes. Concordo, nao ha sentido algum. Ontem ainda, estavamos nos perguntando como que eles reservavam os assentos e como eles sabiam quais ja estavam vendidos, ja que nao ha nenhum sistema interligado, sendo as passagens somente pequenos recibos. Sofremos extamente esse problema. Quando fomos embarcar, nossos lugares pareciam que nao tinham sido reservados e acabamos tendo que sentar separados na primeira parte da viagem ate Puno, uma cidade peruana as margens do lago Titicaca. Depois trocamos de onibus e pudemos nos remanejar para podermos sentarmos juntos. Apesar de terem nos vendido onibus semi-cama, tratava-se de um onibus comum bastante apertado. Ainda por cima, haviam muitas paradas intermediarias que nao sabiamos que ocorreriam, o que fazia com que tivessemos que ficar atentos, ja que tinhamos que tomar conta das nossas mochilas que iam no bagageiro inferior. Alem disso, as pessoas que entravam se amontoavam nos lugares disponiveis, indo as vezes, ate quatro pessoas num lugar para dois. Apesar de todas essas adversidades, a paisagem compensava, passando desde o belo lago ate picos andinos nevados. Ainda em Puno, pudemos experimentar a famosa inka-cola, o refrigerante local, com um gosto bastante diferente dos outros refrigerantes. Chegando em Cusco, ja nos acomodamos num hotel proximo a praca principal e saimos para jantar. Acabamos indo comer numa rede de fast-food peruana estilo McDonalds que estava excelente. Como eu ja disse ao Lucas depois das nossas belas refeicoes de ano-novo, as vezes da vontade de comer comida ruim. Nesse caso, comida ruim eh o equivalente a junkie food. Bom, sobre a cidade de Cusco, com certeza eh a mais turistica de toda a viagem e o centro historico eh muito bonito. Ha muitos policiais nas ruas, que sao todas bem limpas. Os turistas ja sao de tipos bem diferentes, havendo produtos e servicos de todos os niveis de preco. O mesmo pode ser dito em relacao a cotacao da moeda, que eh bem mais baixa que a boliviana, tornando os produtos um pouco mais caros que naquele pais. Ainda assim, estamos pagando no nosso hotel 20 soles, que correspondem a pouco menos de 15 reais. Agora temos que descansar nessa cidade por mais dois dias para nos prepararmos para a trilha. Ate logo!

Fico devendo as fotos de novo, porque parece que os computadores parecem nao gostar da minha camera.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Copacabana

O titulo Copacabana pode estar parecendo estranho, porque obviamente nao fomos para a famosa praia do Rio de Janeiro. Entretanto, a pequena cidade de onde escrevo hoje esta tambem a beira do mar. Nao que seja realmente um mar, mas e quase como se fosse. Estou a beira do lago Titikaka, que e impressionantemente grande e bonito. As aguas sao clarissimas e ele e bem tranquilo. Chegamos aqui ontem de tarde, depois de visitar durante a manha o Valle de la Luna, proximo a La Paz. Trata-se de umas formacoes geologicas muito bonitas e bem diferentes de quaisquer outras que eu ja tenha visto. O nome vem em homenagem a superficie lunar, que provavelmente seja semelhante a esse lugar. Porem, esse passeio pela manha so ocorreu devido a uma confusao ocorrida pela manha, entre os fuso horarios. O nosso plano para ontem era acordar cedo, para visitar alguns museus pela manhas, ja que fechariam a uma da tarde, e, depois disso, ir ate o vale da lua; vindo somente hoje para o lago. Entretanto, a Julia colocou o despertador para as 8 da manha, que era o horario combinado para acordarmos, porem sem alterar o horario do seu celular. Resultado: acordamos as 6 da manha, percebendo o erro, quando todos ja estavamos prntos para sair. Pensamos em dormir mais um pouco, mas nao deu, e acabamos pensando como seriam os proximos passos da viagem. Desse modo, percebemos que nao teriamos muito tempo para ficarmos no lago, ja que na quarta-feira, no maximo, temos que estar em Cusco para nos prepararmos para a trilha que comeca na sexta. Assim, gracas ao nosso despertar adiantado, decidimos sair de La Paz ainda naquele dia e virmos para Copacabana. Assim, fomos ate a catedral de La Paz, que nao tinhamos visitado no dia anterior, onde pudemos dar uma volta por dentro, ao mesmo tempo em que ocorria a missa de domingo. O interessante dessa igreja, como acredito que sejam varias dessa regiao, eh a existencia de simbolos pagaos, pertencentes as religioes dos povos nativos, nas construcoes da mesma. Depois disso, aproveitamos o largo da igreja para degustarmos algumas comidas locais. Experimentamos um tipo de pamonha que era horrivel, mas as empanadas e as saltenhas eram excelentes, assim como um refrigerante de grapefruit (pomello). Em seguida fomos ate o vale da lua, pegando um taxi, ja que a diferenca de precos entre esse meio de transporte e um onibus eh despresivel, quando convertida para reais.
Depois deste passeio, durante o caminho para o qual pudemos observar a paisagem fantatica das montanhas que cercam La Paz, voltamos para o hotel, para realizarmos o check-out. No caminho a Carol comprou um blusa de la de alpaca que parece bastante boa, mas voltei para o hotel ja que nao estava me sentindo muito bem, efeito de altitude, cansaco e comidas estranhas. Falando em comidas estranhas, me lembrei que no dia anterior a esse que estou descrevendo, fomos jantar num pub ingels, onde comi um deliciosos prato de curry vegetariano. Bom, enquanto eu descansei no hotel, o0 Strike e a Julia foram procurar algo para comer antes de sairmos para viajar novamente. Acabaram comendo num restaurante de comida kosher, que estava bastante bom, ja que trouxeram para comermos depois. Fomos, entao, logo apos o almoco, para a rodoviaria tentarmos comprar passagens para Copacabana, mas elas estavam esgotadas ate mais tarde. Decidimos, entao, irmos a um outro ponto de saida de onibus que eh proximo ao cemiterio. De la, pudemos negociar com um taxista, para nos levar nessa viagem de mais ou meons tres horas, por menos que o preco do onibus! Nao fiquei preocupado, pois o estado do carro era bastante bom e o do onibus nao, que tambem nao parecia muito oficial. Faco um paretesis sobre um detalhe dos carros da Bolivia que me chamou bastante atencao. Praticamente todos os carros daqui sao carros japoneses, Suzuki, Toyota, Nissan... Nao sao carros de marcas japonesas como no Brasil, mas realmente japoneses, com os avisos de cinto de seguranca escritos em japones. E claro que sao carros antigo, mas isso e mais estranho ainda, ja que, pelo que me lembre, no Japao os carros sao como os ingleses, com o volante no lado direito. Se alguem tiver alguma explicacao para isso, por favor me diga!
A viagem foi bem tranquila e chegamos em Copacabana no fim da tarde. Logo, encontramos um hotel, indicado por um guia, que era bem barato como todos por aqui (cerca de cinco dolares por pessoa por noite). Deixando as coisas no mesmo, fomos em direcao a uma montanha que fica na beira da cidade e que eh o ponto mais turistico da cidade. Ai sim, sentimos os efeitos da altitude. Nao e a toa que eh chamado de monte Calvario, pois o sofrimento para se chegar ao topo eh imenso. Alem disso, ha cruzes que retratam os caminhos de Jesus carregando a cruz. Para subir os 500 metros, levamos cerca de 40 minutos, muito sofridos. Nao conseguiamos caminhar mais do que alguns metros antes de estarmos exeustos e necessitando parar. Mas, a vista la de cima compensa. TEm-se uma bela vista do lago Titikaka, alem de ser possivel avistar a Isla del Sol, nosso destino de hoje. Depois de descermos do morro, fomos jantar o prati tipico da regiao: truchas! Estavam muito boas, e logos fomos dormir porque estavamos exaustos.
Acodamos bem cedo pela manha, para irmos para a ilha do sol, ja que o barco saia as 8 e meia. Na verdade acordeia mais cedo ainda para ir no mercado de peixes que acontece de manha, mas que nao ocorreu hoje. Desse modo, pude acelerar a compra das passagens e do cafe da manha. Depois que todos estavam prontos fomos para o barco e decidimos ficar na parte superior do mesmo, que era aberta, aceitando o vento para termos uma vista melhor. PEssima escolha, ja que o vento estava muito gelado e ainda comecou a chover. Estava um frio digno de Suica e Finlandia, no qual, mesmo colocando todas as nossas roupas e capas de chuva, nao adiantou nada. Pensamos seriamente em desisitir do nosso passeio de voltar no mesmo barco para cidade, mesmo apos duas horas de viagem. Por sorte, logo que chegamos na ilha a chuva parou e saiu um solzinho. Comemos batatas fritas que estavam sendo vendidas numas barraquinhas para recuperarmos as energias gastas no nosso aquecimento e partimos para a trilha que tinhamos programado em fazer. Trata-se de atravessar toda a ilha, de norte a sul, numa caminhada de aproximadamente 7 quilometros e em torno de 3 horas. Posso dizes que o sacrificio da ida valeu a pena, ja que as paisagens sao fenomenais. Uma mistura de montanhas de lago que criam uma combinacao de tirar o folego. Tirar o folego literalmente tambem, ja que existem subidas bastante cansativas. Apesar disso, acho que ja estamos um pouco mais acostumados com a altitude, ja que conseguimos andar sem nos cansarmos tanto. Na parte sul da ilha (comecamos pelo norte) ha uma infra-estrutura melhor de pousadas e restaurantes, num dos quais matamos nossa fome antes de voltarmos para a cidade. Compramos as nossas passagens para Cusco, no Peru, amanha, o que siginifica, mas um longo dia de viagem. Depois tomamos um merecido banho e agora vamos jantar.
Eu ia colocar algumas fotos, mas nao consegui passa-la da camera para o computador, entao fica para a proxima. Hasta luego!

sábado, 9 de janeiro de 2010

La Paz

Ola! Chegamos bem a La Paz. A viagem de trem foi bem tranquila, apesar das nossas desconfiancas das companhias de onibus e de avisos sobre a precariedade das estradas. Entretanto, apesar do onibus nao possuir ar condicionado, o que a principio foi ruim, mas nao apos algum tempo, orque ficou muito frio; e pelos motoristas bolivianos serem bastantes malucos, chegamos descansados, pois o onibus leito era bastante confortavel e a paisagem linda. A cidade de La Paz fica num vale, portanto ha bastantes morros o que faz com que fiquemos bastante cansados, alem da altidudade de quase 4 mil metros. Encontramos um hotel bem no centro que esta bastante bom e barato como tudo nesse pais. Estamos almocando em otimos restaurantes e nunca gastamos mais de 10 dolares numa boa refeicao (so para terem uma ideia, o nosso hotel custa 50 bolivianos por pessoa por noite, o que equivale a mais ou menos 7 dolares). Como ja atravessamos praticamente toda a Bolivia, pudemos ver diversas paisagens pelo caminho, assim como diversos tipos de pessoas e cidades.

Bom, ja que agora nesse fim de tarde todos etao cansados da caminhada pela cidade, acho que posso contar um pouco mais de como foi a viagem ate aqui. Primeiro a viagem ate Corumba. O onibus era bom e fez paradas em diversos postos bons como o Rodoserv, onde almocamos. Fomos conversando, dormindo e lendo a maior parte de viagem e chegamos em Corumba por volta das 8 da manha, mas nao descemos do onibus ali, ja que ele seguia ate a fronteira com a Bolivia. Na fronteira tivemos nossos passaportes carimbados mediante a apresentacao do certificado de vacina e de 300 dolares americanos. sorte que todos tinhamos esses requisitos. A parte mais aventureira da viagem comecou ali. Primeiro que as cidade na fronteira, Puerto Quijarro e Puerto Suarez, nao sao nada mais do que vilas, sem possuir a minima infraestrutura. O cambio e feito com cambistas de rua (dai, suponho eu, vem a origem dessa palavra em portugues) e nao ha ruas asfaltadas, pelo menos nas partes onde estavamos. A bilheteria do famoso trem da morte nao possui a menor logica de funcionamento, propiciando diversos tipos de atividades que eu chamaria de ilegais, como a revenda de passagens e a facilitacao ao embarque por meios nao convencionais. O que aconteceu quando chegamos nessa bolheteria e que descobrimos que nao haveriam passagens ate segunda-feira, o que a principio nos eixou um pouco preocupados, ja que temos alguma pressa para chegar Cusco para realizarnoa nossa trilha. A nossa situacao era a mesma de varios mochileiros como nos, o que fez com que fizessemos algumas amizades, compartilhando informacoes em relacao ao trem e a viagem em geral. O que descobrimos eram algumas opcoes, como pegar um onibus, que era definitivamente menos seguro, ja que estamos em epoca de chuvas e que boa parte do trajeto seria feita em estrada de terra. Depois descobrimos a possibilidade de comprarmos de cambistas, mas estes so teriam passagem para o dia seguinte. Estavamos sem muitas esperancas e com as expectativas frustradas, ja que o que eseravamos era pegar o trem da melhor classe com ar-condicionado e poltrona reclinavel. Nao foi bem isso o que aconteceu. Descobrimos que era possivel embarcar no trem e pagar a bordo do mesmo, mas sem saber se isso era algo legal ou nao. Mas, sem muitas alternativas, decidimos tentar a sorte com a ajuda de um fiscal da estacao "amigavel". Quase que nosso plano foi por agua abaixo quando diversos policiais chegaram para verificar as passagens na entrada do trem, mas o nosso intermediario tinha uma solucao, pegar um taxi ate a proxima estacao e de la, embarcarmos, porem sem lugares marcados. A ideia parecia bastante arriscada e ruim, porem como nesse momento ja estavamos enturmados num grupo de nove pessoas, decidimos tenrar a sorte. essa estacao ficava no meio do nada, absolutamente nada. Era simplesmente um lugar perto da estrada de ferro onde otrem parava para pegar mais passageiros, que tambem nao existiam a nao ser nos mochileiros. Um outro grupo chegou ate esse local, mostrando que esse esquema era bastante difundido. Ainda duvidando um pouco do intermediario, embarcamos no trem e, por sorte, tratavasse de uma manobra legal, com a condicao de que nao teriamos lugares e estariamos na pior classe possivel. O que significa isso? Pouco mais de 20 horam num trem abafado, com poltronas bastante ruins, que ainda por cima, nao eram nossas. Aesar de todas adversidades, nao foi tao ruim assim a viagem. O nosso grupo era bastante animado e nos divertimos bastantes durante o trajeto, apesar de que so conseguimos todos ficarmos sentados da 1 e meia ate as 7 da tarde, tendo que, depois disso revesar os cinco lugarem disponiveis por entre a gente. O resultado: uma necessidade absurda, ao chegarmos no nosso destino Santa Cruz, de um belo banho que mesmo frio, foi unanimemente aprovado com louvor. Foi uma aventura digna de indiana jones, saindo de uma vila estilo velho oeste e indo em direcao as montanhas passando por entre a floresta cheia de insetos. A paisagem era belissima, passando por entre as arvores, passando por diversas vilas minusculas, onde o contato com a civilizacao parece estar restrito ao trem. Explico melhor: em todas as paradas, diversas pessoas, principalmente criancas, entram no trem vendendo diversas comidas para os passageiros. Trata-se principalmente de pollo (frango), feito e diversos tipos e agua e limonada frias. Nao nos arriscamos em nenhuma dessas comidas, ja que nao confiamos muito no senso de higiene das pessoas desses lugares, o que restringiu nossa alimentacao as biscoitos que tinhamos trazido. A agua logo acabou e dada a quantidade de suor que se desprendia de nos, nada mais natural do que sede. Nesse momento os conselhos de nao se tomar qualquer agua prevaleceram, o que fazia com que cada parada e passagem de agua gelada fosse um martirio. A salvacao chegou pouco apos o anoitecer quando paramos numa vila um pouco maior onde pudemos os esbaldar com algumas garrafas de coca-cola. Foi a melhor coca-cola que tomei na vida, definitivamente. Alem disso, pouco antes tivemos o privilegio de observar um por-do-sol maravilhoso. A noite passou ate que tranquila, apesar do pouco tempo de sono desconfotavel que tivemos. No final acabamos todos conseguindo sentar para dormir, mas alguns acabaram preferindo o chao sujo mesmo, que por incrivel que pareca, era mais conforatavel. No final, na chegada em Santa Cruz, estavamos todos vivos, definitivamente sujos, mas felizes. Houve um ali sujeito, boliviano-brasileiro que tentou nos oferecer ajuda, mas logo suspeitamos dele e decidimos nos separar, apesar de nos indicar a empresa de onibus que acabamos pegando para virmos para La Paz. Por precaucao, eu fiz questao de verificar o estado do onibus antes de comprar as passagens, mas ainda sim continuamos um pouco apreensivos. Ainda bem que foi tudo certo e nossos temores de uma estrada muito precaria nao se concretizaram. Pode ser que o nosso sono atrasado e o conforto das poltronas tenha ocultado os perigos da viagem, mas no ponto em que estavamos acordados a paisagem por entre as montanhas era tambem belissima. Antes de embarcar no onibus, ainda, tivemos tempo de dar uma volta por Santa Cruz de la Sierra e, principalmente, termos um almoco decente. Olhando num mapa da cidade acabei escolhendo por um bistro que acou sendo uma otima escolha. Baratissmo como ja mencionei e com um comida bastante boa. Quanto a cidade, nao e nada demais, possuindo uma igreja bonita e nada mais. O que era estranho e que acho que nao estavam acostumados com turistas e todos nos olhavam insitentemente. Ainda bem que La Paz e uma cidade mais turistica e nao existem tantos olhares suspeitos. Bom, ja deixamos as roupas imundas na lavanderia e dentro de poucos intantes tenho que ir busca-las. Almocamos bastante bem num restaurante de comidas variadas e pudemos conhecer um pouco da cidade. Com sorte consigo aproveitar o cansaco dos outros e atualizar o blog constantemente. Ate logo!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

De Santa Cruz depois do trem da morte

Ola! Estou em Santa cruz de la Sierra na Bolivia, depois de dois dias seguidos com mais de 20 horas de viagem em cada. Primeiro foi o onibus de Sao Paulo ate Corumba, bastante confortavel e tranquilo. O mesmo nao pode ser dito do famoso trem da morte. Nao que eu tenha corrido perigo de vida, mas ainda sim se trata de uma grande aventura. Nao posso contar todos os detalhes aqui por falta de tempo, mas a viagem tem sido bastante boa. Daqui a pouco embarco para La Paz numa outra longa de viagem de mais 14 horas. Ate mais.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Reflexões e Planos

Nossa! Já faz quase meio ano que voltei! Pra ter idéia de como foi corrido o semestre, que finalmente acabou, parece que foi ontem que eu saí de Zurique e desembarquei em São Paulo. Parece que me lembro perfeitamente daquela cidade. Parece ainda que é só descer as escadas, ir até a estação, pegar um trem e em uma horinha já estou lá. Que saudade de St. Gallen! Tem ainda as viagens todas que fazem muita falta. De vez em quando ainda lembro de umas histórias engraçadas, ou nem tanto, e fico imaginando se eu realmente estive nesses lugares e situações. Tava conversando como Bruno, que foi pra St. Gallen comigo esses dias, e lembrando de um trabalho que a gente escreveu que tinha em torno de 15 páginas em inglês! E a gente sofrendo pra escrever dez páginas na nossa língua natal! É muito engraçado como essas partes difíceis e chatas são tão rapidamente apagadas pela memória, enquanto todas as boas ficam vívidas e nítidas. Como eu já disse há muito tempo atrás, quando justifiquei o que iria escrever no blog, as nossas experiências são interpretadas de maneira subjetiva e essa subjetividade é tanta, a ponto de que a memória selecione somente os momentos bons, de tanto que foram os momentos. Talvez agora eu possa dizer melhor quais foram os efeitos de um semestre sabático em mim. Não que seja algo objetivo, como antes eu era de um jeito e agora eu sou de outro, mas são pequenos detalhes. Eu vejo um jogo do Chelsea e me lembro de enganar o cambista e de estar lá, mas ao mesmo tempo, parece irreal eu ter estado lá. O mesmo para a Filarmônica de Berlim, ou pros castelos da Romênia, pra Finlândia, pro Mediterrâneo, pros trens, pra neve, pros chocolates... Eu fiz uma matéria de Antropologia esse semestre que me fizeram pensar muitas dessas coisas. Basicamente era um curso de antropologia moderna contemporânea, abrangendo diversas correntes atuais, onde as etnografias (descrições das culturas) não são mais de povos distantes, como os aborígenes australianos ou os inuits do Pólo Norte, mas povos que agora se encontram próximos. Como descrever uma cultura, feita numa pesquisa de campo, se o objeto de pesquise pode ler seus resultados e dizer: “não somos bem assim”. É a crise da representação, da “autoridade etnográfica”. No meu caso, não que eu tenha dificuldade de representar os torcedores do Chelsea ou os espectadores da Filarmônica, nem que tenha a pretensão disso, mas de me representar dentro dessas “culturas”. É como se não me imaginasse mais por lá, apesar das fotos e a memória dizerem o contrário. Foi como um sonho? Acho que não, porque lendo o blog e revivendo/reinventando minhas histórias consigo buscar novas interpretações, novos caminhos de ver como tudo aconteceu.

Bom, chega de nostalgia... Ainda bem que chegaram as férias e agora posso viajar de novo. Essa foi uma das coisas que acho que melhor aprendi na Europa: viajar. Por isso, embarco essa semana com meu pai e todos os meus irmãos para Buenos Aires, again. E no começo de janeiro, pra mais uma aventura, talvez a maior de todas, pela América Latina. No roteiro: Bolívia, Peru, norte do Chile e talvez norte da Argentina.

Espero poder mandar notícias desses lugares, além de poder, quem sabe, terminar de escrever sobre o tour europeu também.