domingo, 31 de janeiro de 2010
Puerto Iguazu
Ola! Chegamos muito bem da nossa viagem ultra chique de onibus, cruzando a Argentina. A viagem teve direito a servico de bordo, com jantar com vinho. A poltrona foi bastante boa para que a viagem de 24 horas passasse bem rápido. Antes de sairmos de Salta, eu havia feito a reserva dos hostels tanto de Iguazu quanto de Foz, que sao considerados os melhores de seus países. O da Argentina é realmente bem legal. Nao fica perto do centro, mas é uma espécie de hostel-resort, com direito a uma piscina bem grande e bem necessaria para refrescar o forte calor que faz por aqui. Chegamos com uma temperatura de mais ou menos 35 graus e fomos direto para a piscina, onde permanecemos toda a tarde, até o horário da janta: um churrasco no proprio hostal, com direito a musica brasileria da pior qualidade e de dancarinas que provavelmente ja dancavam aqui na época do meu pai. mas de qualquer modo foi divertido e um bom dia para descansar e relaxar um pouco. Amanha vamos as cataratas, do lado argentino mas nao sei se duas vezes. Explico melhor: existe um passeio que só é feito 5 dias ao mes durante as luas cheias, na qual se visitam as cataratas durante a noite. Acho esse passeio imperdivel. Porem, estavamos pensando em ir de manha tembem para as cataratas, tambem do lado argentino, para passearmos, implicando no pagamento de duas entradas para o parque. As meninas estao decididas a irem, mas nao tenho tanta certeza, porque acho que tambem vamos ter tempo para ir do lado brasileiro e nao sei se vou ter disposicao para ver as cataratas, por mais belas que sejam, tres vezes seguidas. Até amanha decido melhor o que fazer. Ah.. So para constar: o Strike ja chegou e esta em Sao Paulo.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Bye Bye Salta!
Ola! Amanha vamos deixar Salta, rumo a Puerto Iguazu ainda na Argentina e depois Foz do Iguacu, é claro. VAi ser uma longa viagem planejada para 23 horas de duracao, entretanto compramos na categoria executiva, com direito a onibus leito, com refeicoes e bebidas incluidas. Tomara que seja uma boa viagem.
Com relacao aos dias que passamos aqui em Salta, foram bem tranquilos, aproveitando a cidade, sem mais realizar passeios aventurescos. Fomos ao shopping, talvez os primeiro de toda a viagem, onde aproveitamos os baixos precos argentinos para algumas compras e atépara ir ao cinema assistir ao filme do Sherlock Holmes. Fomos até um parque da cidade que fica num morro, subindo e descendo de teleférico, preservando, finalmenmte as nossas pernas. Como deu pra perceber, já estamos em ritmo de fim de viagem. Tantei comer sushi agora a noite, mas pela segunda vez, a tentativa foi mal sucedida, ja que os sushis eram horriveis. Acho que vou ter que esperar a volta para casa para uma comida japonesa descente. Incrivelmente, pelo que todos vem dizendo, nao choveu por aqui, o que foibastantebom para aproveitarmos melhor. O bom da nossa viagem foi a diversificacao dos lugares que viajamos. Se Machu Pichu nao foi tao bom por causa das chuvas (nao que tenha sido ruim, como se estivessemos ido uma semana depois), pelo menos esperamos que as cataratas estejam belissimas. Com o nosso voo saindo na quarta-feira, é possível que tenhamos tempo suficiente para darmos uma volta nas duas partes das cachoeiras e tambem um pulo no Paraguai. Até logo!
Com relacao aos dias que passamos aqui em Salta, foram bem tranquilos, aproveitando a cidade, sem mais realizar passeios aventurescos. Fomos ao shopping, talvez os primeiro de toda a viagem, onde aproveitamos os baixos precos argentinos para algumas compras e atépara ir ao cinema assistir ao filme do Sherlock Holmes. Fomos até um parque da cidade que fica num morro, subindo e descendo de teleférico, preservando, finalmenmte as nossas pernas. Como deu pra perceber, já estamos em ritmo de fim de viagem. Tantei comer sushi agora a noite, mas pela segunda vez, a tentativa foi mal sucedida, ja que os sushis eram horriveis. Acho que vou ter que esperar a volta para casa para uma comida japonesa descente. Incrivelmente, pelo que todos vem dizendo, nao choveu por aqui, o que foibastantebom para aproveitarmos melhor. O bom da nossa viagem foi a diversificacao dos lugares que viajamos. Se Machu Pichu nao foi tao bom por causa das chuvas (nao que tenha sido ruim, como se estivessemos ido uma semana depois), pelo menos esperamos que as cataratas estejam belissimas. Com o nosso voo saindo na quarta-feira, é possível que tenhamos tempo suficiente para darmos uma volta nas duas partes das cachoeiras e tambem um pulo no Paraguai. Até logo!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Salta
Ola! Chegamos em Salta no norte da Argentina, depois de um dia estranhissimo de viagem. Bom, tentamos comprar passagens de onibus de San Pedro de Atacama para Salta para hoje, porem, elas estavam esgotadas, so havendo para a sexta-feira. Como na pquarta-feira ja voltamos para o Brasil, nao se tratatava de uma opcao viavel. Assim, tivemos que encontrar outro meio de viajar. A outra opcao era um transfer que ia, teoricamente, mais rapido, porem custava carissimo (120 dolares). Sem opcao, tivemos que vir com esse meio de transporte. Segundo nos informaram na agencia, viriamos com um carro ate a fronteira entre o Chile e a Argentina, de onde teriamos que trocar por outro. Isso de fato aconteceu, mas tambem aconteceram outras muitas paradas nao planejadas, fazendo com que a viagem planejada para durar 9 horas, durasse mais de 13! Primeiro, que a saida atrasou quase uma hora. Depois de andar por volta de meia hora, uma parafa num pequeno hotel para irmos ao banheiro foi bastante estranha. Esqueci de falar que estavamos em dois carros separados, duas caminhonetes Mazda 4x4 turbo, que os motoristas faziam questao de irem se ultrapassando a mais de 160 quilometros por hora! Ainda bem que logo o asfalto acabou e eles nao puderam continuar correndo muito. Depois disso, tivemos outra parada numa especie de canion, onde os motoristas foram escalar uma parede de mais fe 50 metros sem nenhum equipamento de protecao. A explicacao para a parada era esperar um outro carro que estava vindo, o que foi ate uma boa ideia, porque depois da fronteira teriamos que esperar de qualquer modo, ja que seria uma unica van que juntaria todos os tres carros. Nessa passagem pela fronteira, os entediados fiscais fizeram a questao de abrir os bolsos de todas as malas de todos os que estavam passando por la. Coitados deles, nao tinham mesmo o que fazer! Tanto que tinham ate uma mesa de pingue pongue e foram todos fazer fila para dar tchau para o carro quando saimos. Da fronteira ate Salta seriam supostamente mais 5 horas que se tranformaram em 8, gracas a uma parada inesperada num minusculo vilarejo chamado Santo Antonio de los Cobres, onde nos ofereceram um lanche (mais do que merecido, ja que eram por volta das 5 da tarde e desde as 9 da manha, quando o onibus saiu nao tivemos a oportunidade de se comer nada alem das bolachas que tinhamos). Ali, como diram alguns amigos que conhecemos durante a viagem: "fomos novamente surpreendidos!", com mais uma troca de veiculos. Disseram que alguma coisa da chuva fez com que isso fosse necessario, mas nao acreditei muito nisso nao. O resultado foi uma van bem menor do que a outra, fazendo com que tivessemos que ficar bastante desconfortaveis no aperto das supostas 1 hora e meia finais que acabaram demorando mais de duas. Assim, quando era para termos chegado por volta das cinco da tarde, chegamos mais de dez da noite. A vantagem é que fomos levados diretamente a um hostel bem confortavel, onde nos alojamos. Logo que cheguei sai pra dar uma volta para me desintoxicar do carro e pude conhecer um pouco da cidade, que é bem simpática, parecendo cidades do interior de Sao Paulo, como Lins.
Só pra completar, ontem, ainda em San Pedro, fiquei descansando a tarde inteira do calor insuportavel do deserto, saindo so para pequenas voltas pela cidade e uma visita ao museu local. Entretanto, o passeio planejado para a noite valeu o descanso do dia. O observatorio foi incrivel, com seu sete telescopios posicionados para o melhor eu do mundo. Além das otimas explicacoes do guia, pudemos osbvervar diversos objetos espaciais, como os aneis de Saturno, o mar da tranquilidade na Lua alem de nebulosas com infinitas estrelas. Esse passeio, apesar de ser feito durante a madrugada, no inacreditavel frio do deserto, é altamente recomendavel. Por falar em climas inacrefitaveis, duas vezes enquanto estavamos no deserto, debaixo de muito sol, nevou!
Só pra completar, ontem, ainda em San Pedro, fiquei descansando a tarde inteira do calor insuportavel do deserto, saindo so para pequenas voltas pela cidade e uma visita ao museu local. Entretanto, o passeio planejado para a noite valeu o descanso do dia. O observatorio foi incrivel, com seu sete telescopios posicionados para o melhor eu do mundo. Além das otimas explicacoes do guia, pudemos osbvervar diversos objetos espaciais, como os aneis de Saturno, o mar da tranquilidade na Lua alem de nebulosas com infinitas estrelas. Esse passeio, apesar de ser feito durante a madrugada, no inacreditavel frio do deserto, é altamente recomendavel. Por falar em climas inacrefitaveis, duas vezes enquanto estavamos no deserto, debaixo de muito sol, nevou!
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Noticia
Se tinha gente reclamando do mau tempo em Machu Picchu quando fomos la, deveria estar agradecendo depois dessa noticia!
Chuva deixa 2 mil turistas presos perto de Machu Picchu
http://viagem.uol.com.br/ultnot/bbc/2010/01/25/ult4549u497.jhtm
Chuva deixa 2 mil turistas presos perto de Machu Picchu
http://viagem.uol.com.br/ultnot/bbc/2010/01/25/ult4549u497.jhtm
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Deserto!
Ola! Estamos agora en San Pedro de Atacama, no deserto de mesmo nome. Está absurdamente quente e seco aqui, como o esperado para o deserto mais seco do mundo. Mas, amanha ja vamos embora para Salta na Argentina. O Chile é, como também esperávamos, bem mais caro que os outros países que estivemos até entao. Saímos de La Paz dia 21, quinta-feira, de onde nos despedimos do Strike, que queria ficar mais tempo por lá, além de visitar outras cidades bolivianas. Ele foi substituido pela Barbara, uma carioca, que conhecemos na fila para entrarmos na Bolivia, vindos do Peru, e que iria fazer o tour do Salar assim como nós. Bom, chegamos em Uyuni, uma minuscula cidade, onde até luz elétrica é rara, funcionando somente algumas vezes, após chaqualhar, literalmente, numa viagem noturna numa estrada quase toda nao asfaltada. Escolhemos uma agencia para fazermos o tour que dura tres dias, terminando na fronteira com o Chile, e saimos no fim da manha. Sobre o tour nao da muito para descrever, porque nao é possível descrever todas as belíssimas paisagens, pelas quais passsamos. Desde o deserto de Sal, até lagoas repletas de flamingos e vulcoes em atividade formaram as paisagens mais surreais que já vi (sendo que inclusive Dalí veio fazer umas pinturas por aquela regiao, segundo a lenda). Chegamos em San Pedro ontem na hora do almoco, com a companhia da Lois, uma galesa que fez o tour conosco. Encontramos um hostel, razoavelmente barato, almocamos e logo partimos para passeios pela tarde. Eu e a Carol, fomos fazer Sandboard nas areias do Vale da Morte, enquanto a Julia optou por um tour convencional. Valeu bastante a pena, porque alem de termos nos divertido e comido bastante areia, pudemos ver o por do sol do Vale da Lua, que se mostrou muito bonito. Hoje a noite vamos ao observatorio astronomico ver um dos ceus mais limpidos do planeta. Como ja disse, amanha vamos para Salta na Argentina.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Mudanca nos planos
Ola! Estando em paises menos desenvolvidos que o Brasil, acidentes de percurso acontecem. Calma! Nada de grave aconteceu! Como já havia dito, estavamos presos em Cusco devido a chuva, mas isso era uma informacao equivocada. Na verdade, trata-se de uma greve de algum segmento trabalhista que bloqueou quase todos os caminhos do Peru, impedindo-nos de ir ao Chile diretamente. Assim, a mudanca de planos foi seguir de volta para La Paz, onde estamos, para fazer o passeio no Salar de Uyuni antes de ir para o Chile, ja que as estradas para a Bolivia nao estavam mais impedidas. Isso, provavelmente vai atrasar menos o nosso cronograma e talvez torne esse passeio mais barato, já que antes sairiamos do Chile em direcao ao Salar, na Bolivia, pagando em pesos chilenos e agora estamos saindo da Bolivia, com um cambio mais favoravel. Bom, é possivel que fiquemos incomunicaveis, por mais alguns dias, pois o passeio entre os desertos de sal e do Atacama devem durar 3 dias, a partir de amanha. Até o Chile, entao!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Sobre a trilha Inca e continuacao da viagem
Ola! Estou no hotel de Cusco depois de um dia bem tranquilo. Talvez o mais tranquilo da viagem. Tambem, a gente merecia um descanso. Depois de quatro dias sem tomar banho, dormindo no chao duro e gelado e caminhando muito, nada melhor do que poder dormir ate tarde, tomar um banho e ficar descansando. Bom, ainda demos uma volta na cidade, deixamos as roupas para lavar e fomos na rodoviaria comprar as passagens para irmos viajar em direcao ao Chile amanha. Essa ultima atividade nao foi bem sucedida, ja que choveu muito ontem e as passagens nao estavam sendo vendidas, pois algumas estradas estao bloqueadas. Resultado: estamos presos aqui, ate que as mesmas estejam liberadas. Com sorte, amanha vamos poder viajar, ja que hoje praticamente nao choveu. Ah... Ainda hoje tambem comemos uma iguaria local: cuy al horno. Trata-se de uma espécie de porquinho da índia que se come assado (em ingles é chamado de Guinea Pig). Ele vem inteiro no prato, com direito a tudo, desde a cabeça, até o coraçao e o cérebro. Acho que nao sao muitas as pessoas que tem coragem de experimentar e nao é especialmente bom, mas nao que seja ruim (Na verdade, a Julia ficou meio traumatizada ao ver o bichinho inteiro no prato dela, talvez ela esteja tenho pesadelos com o pobre coitadinho...). De qualquer maneira, estavamos aqui e deveriamos experimenta-los.
Bom, vamos agora ao que todos estao esperando que sao as noticias da trilha. Nao sei muito bem por onde comecar, mas a frase da camiseta que a Carol comprou resume bem o espírito: "I did it" (Nota: a maioria das camisetas vem com a frase: "I survived the Inca Trail", mas nao sejamos tao radicais). Nao que tenha sido excepicionalmente cansativo ou complicado, mas para pessoas nao acostumadas com longas caminhadas, acampamentos, mudancas climaticas e de paisagem, trata-se de uma experiencia surpreendente. A surpresa pode vir de tanto fatores positivos quanto negativos. Para mim, foi bem divertido, mas tambem cansativo. Talvez nao estivessse fisicamente muito bem preparado para toda a caminhada carregando o peso da mochila, mas mesmo assim, deu para se aproveitar bastante.
O primeiro dia foi bem tranquilo. O onibus da agencia passou no hotel por volta das sete horas e nos levou com os outros integrantes do grupo para uma cidadezinha onde fariamos os ultimos preparativos para comecarmos a caminhada. Quanto ao grupo, eramos 15, todos brasileiros, sendo que estavam, quatro do Ibmec, sendo um deles colega de classe! Muita coincidencia! Nesse povoado, comprei dois itens essenciais para a trilha: folhas de coca, para dar folego nas subidas e um cajado para aguentar o peso nas decidas. Chegando ao local da partida, tivemos uma surpresa nao muito boa com o inicio da chuva. Ainda bem, que durante o almoco a chuva diminuiu e pudemos caminhar livres desse incomodo. Quantos as comidas, os comentarios de preocupacao mostraram-se desnecessarios. Todas as refeicoes eram excelentes, embora nao pudessemos comer muito, ja que a carga de caminhada era bastante intensa. Os almocos e jantas eram compostos por uma sopa e mais um prato principal, que variava de arroz com alguma carne e vegetais para um macarrao, alem de chás. O café da manha tambem era bastante caprichado, com pao com manteiga e geleia e até panquecas. Todos os alimentos, bem como os materiais de acampamento, como as barracas, eram carregadas pelos porteadores, moradores das redondezas dotados de uma resistencia fisica impressionante, que carregavam uma imensa quantidade de peso e ainda chegavam a frente de todos nós, turistas, que quando chegavamos nos acampamentos já tinhamos as barracas montadas e a comida a caminho. Os acampamentos assim, eram muito bons, todos contando com algumas forma de banheiro, seguranca, mesmo que sem luz elétrica. A ausencia dessa nos ajudou a nos acostumar com os horários obedecidos, já que dormiamos por volta das 9 horas da noite e acordavamos por volta das 5 da manha. Desse modo, o grupo da trilha ela formada por mais ou menos 30 pessoas, 15 turistas, 13 proteadores e dois guias. Nossos guias, Frida e Hernan, foram muito solicitos e prestativos, nos ajudando em tudo o que acontecia, desde explicar o significado das ruinas que encontravamos pelo caminho até a ajudar em caso de algum problema de saúde. Um ia na frente, para guiar o grupo e o outro no fim para assegurar que ninguem ficasse para trás. As conversas que tinhamo com eles muito nos ensinava e ajudava a enfrentar todas as dificuldades. Bom, vamos a elas, entao! O primeiro dia, como disse foi bem tranquilo, caminhando só durante a tarde, servindo como espécie de treino para os dias seguintes, para ver como o corpo se adaptaria ao exercicio feito. Alguns vendo que nao conseguiriam continuar com tamanho esforco, optaram por contratar carregadores para os outros dias de caminhada. Nao foi o que aconteceu comigo no segundo dia. Ja que o primeiro dia tinha sido lve, decidi continuar carregando a mochila no segundo, o mais puxado da trilha. Maravilhado com o cafe da manha, cometi o erro de comer demais, o que me causou alguns problemas durante o dia, principalmente um incomodo a mastigar folhas de coca, o que causou um enorme cansaco na subida infinita. Subir de 2900 metros de altitude, para 4200 metros e depois descer parauns 3500 nao é nenhum pouco fácil. Nao parece muito caminhar 10 quilometros em um dia, mas com tantas oscilacoes na altitude a tarefa é assustadoramente cansativa. Ao chegar no alto do morto estava completamente morto, ainda tendo que desce-lo, tarefa que nao é nem de perto facil como aparenta. Assim, no inicio do terceiro dia, estava ainda muito cansado, mesmo que a caminhada do dia anterior tenha acabado as duas da tarde, optando por contratar um carregador. A Carol colocou as coisas mais pesadas na minha mochila e assim pudemos revesar uma mochila mais leve e aproveitar melhor as belezas da trilha. O terceiro dia foi, assim, o melhor para nós, já que pudemos aproveitar bem as diversas paisagens para tirar belas fotos. As paisagens, como disse, variam bastante, indo de regioes bastamtes secas, para floresta super úmidas, sendo um dos destaques da trilha. Pena que muitos nao se importam com isso, mas somente pelo fato de se vencer o desafio da caminhada para chegar cedo a Macchu Picchu. Aqueles que pensam assim, muito se dececionaram, já que chegamos a esse local no quarto dia, com muita neblina, cobrindo as vistas panoramicas e muita chuva. Assim, varios ficaram bastante decepcionados, mas nao foi o meu caso, que mesmo com a roupa completamente encharcada e com muito frio, pude aproveitar bastante dessa belissima cidade inca, alem de todo o trajeto. Como disse, é bastante difícil relatar um ambiente tao complexo e diverso como foram os dias de trilha, por isso, caso tenham curiosidade de saber alguma coisa a mais, ja que meu relato foi longe de ser completo, por favor perguntem!
Bom, volto a escrever provavelmente do Chile, onde chegaremos (tomara!) depois de amanha. Até lá!
Bom, vamos agora ao que todos estao esperando que sao as noticias da trilha. Nao sei muito bem por onde comecar, mas a frase da camiseta que a Carol comprou resume bem o espírito: "I did it" (Nota: a maioria das camisetas vem com a frase: "I survived the Inca Trail", mas nao sejamos tao radicais). Nao que tenha sido excepicionalmente cansativo ou complicado, mas para pessoas nao acostumadas com longas caminhadas, acampamentos, mudancas climaticas e de paisagem, trata-se de uma experiencia surpreendente. A surpresa pode vir de tanto fatores positivos quanto negativos. Para mim, foi bem divertido, mas tambem cansativo. Talvez nao estivessse fisicamente muito bem preparado para toda a caminhada carregando o peso da mochila, mas mesmo assim, deu para se aproveitar bastante.
O primeiro dia foi bem tranquilo. O onibus da agencia passou no hotel por volta das sete horas e nos levou com os outros integrantes do grupo para uma cidadezinha onde fariamos os ultimos preparativos para comecarmos a caminhada. Quanto ao grupo, eramos 15, todos brasileiros, sendo que estavam, quatro do Ibmec, sendo um deles colega de classe! Muita coincidencia! Nesse povoado, comprei dois itens essenciais para a trilha: folhas de coca, para dar folego nas subidas e um cajado para aguentar o peso nas decidas. Chegando ao local da partida, tivemos uma surpresa nao muito boa com o inicio da chuva. Ainda bem, que durante o almoco a chuva diminuiu e pudemos caminhar livres desse incomodo. Quantos as comidas, os comentarios de preocupacao mostraram-se desnecessarios. Todas as refeicoes eram excelentes, embora nao pudessemos comer muito, ja que a carga de caminhada era bastante intensa. Os almocos e jantas eram compostos por uma sopa e mais um prato principal, que variava de arroz com alguma carne e vegetais para um macarrao, alem de chás. O café da manha tambem era bastante caprichado, com pao com manteiga e geleia e até panquecas. Todos os alimentos, bem como os materiais de acampamento, como as barracas, eram carregadas pelos porteadores, moradores das redondezas dotados de uma resistencia fisica impressionante, que carregavam uma imensa quantidade de peso e ainda chegavam a frente de todos nós, turistas, que quando chegavamos nos acampamentos já tinhamos as barracas montadas e a comida a caminho. Os acampamentos assim, eram muito bons, todos contando com algumas forma de banheiro, seguranca, mesmo que sem luz elétrica. A ausencia dessa nos ajudou a nos acostumar com os horários obedecidos, já que dormiamos por volta das 9 horas da noite e acordavamos por volta das 5 da manha. Desse modo, o grupo da trilha ela formada por mais ou menos 30 pessoas, 15 turistas, 13 proteadores e dois guias. Nossos guias, Frida e Hernan, foram muito solicitos e prestativos, nos ajudando em tudo o que acontecia, desde explicar o significado das ruinas que encontravamos pelo caminho até a ajudar em caso de algum problema de saúde. Um ia na frente, para guiar o grupo e o outro no fim para assegurar que ninguem ficasse para trás. As conversas que tinhamo com eles muito nos ensinava e ajudava a enfrentar todas as dificuldades. Bom, vamos a elas, entao! O primeiro dia, como disse foi bem tranquilo, caminhando só durante a tarde, servindo como espécie de treino para os dias seguintes, para ver como o corpo se adaptaria ao exercicio feito. Alguns vendo que nao conseguiriam continuar com tamanho esforco, optaram por contratar carregadores para os outros dias de caminhada. Nao foi o que aconteceu comigo no segundo dia. Ja que o primeiro dia tinha sido lve, decidi continuar carregando a mochila no segundo, o mais puxado da trilha. Maravilhado com o cafe da manha, cometi o erro de comer demais, o que me causou alguns problemas durante o dia, principalmente um incomodo a mastigar folhas de coca, o que causou um enorme cansaco na subida infinita. Subir de 2900 metros de altitude, para 4200 metros e depois descer parauns 3500 nao é nenhum pouco fácil. Nao parece muito caminhar 10 quilometros em um dia, mas com tantas oscilacoes na altitude a tarefa é assustadoramente cansativa. Ao chegar no alto do morto estava completamente morto, ainda tendo que desce-lo, tarefa que nao é nem de perto facil como aparenta. Assim, no inicio do terceiro dia, estava ainda muito cansado, mesmo que a caminhada do dia anterior tenha acabado as duas da tarde, optando por contratar um carregador. A Carol colocou as coisas mais pesadas na minha mochila e assim pudemos revesar uma mochila mais leve e aproveitar melhor as belezas da trilha. O terceiro dia foi, assim, o melhor para nós, já que pudemos aproveitar bem as diversas paisagens para tirar belas fotos. As paisagens, como disse, variam bastante, indo de regioes bastamtes secas, para floresta super úmidas, sendo um dos destaques da trilha. Pena que muitos nao se importam com isso, mas somente pelo fato de se vencer o desafio da caminhada para chegar cedo a Macchu Picchu. Aqueles que pensam assim, muito se dececionaram, já que chegamos a esse local no quarto dia, com muita neblina, cobrindo as vistas panoramicas e muita chuva. Assim, varios ficaram bastante decepcionados, mas nao foi o meu caso, que mesmo com a roupa completamente encharcada e com muito frio, pude aproveitar bastante dessa belissima cidade inca, alem de todo o trajeto. Como disse, é bastante difícil relatar um ambiente tao complexo e diverso como foram os dias de trilha, por isso, caso tenham curiosidade de saber alguma coisa a mais, ja que meu relato foi longe de ser completo, por favor perguntem!
Bom, volto a escrever provavelmente do Chile, onde chegaremos (tomara!) depois de amanha. Até lá!
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